Continua, em grande estilo, a versão impressa que dá seguimento à série animada celebrada pelo canal Nickelodeon. “Avatar: The Last Airbender: A Fenda” (Nuvem de Letras, 2026), o terceiro volume que conta com edição pela Nuvem de Letras, mergulha na ideia da tradição, e de como o que está para trás no tempo pode servir de substância ao presente sem, com isso, lhe retirar a vontade de mudança.
Avatar Aang está decidido a recuperar a tradição, levando os amigos ao Festival de Yangchen, que assinala o feriado dos Nómadas do Ar, que celebra “a ocasião em que a Avatar Yangchen derrotou um espírito sombrio”. Porém, ao chegar ao local da cerimónia, encontra uma cidade industrial no lugar do prado cerimonial, mais precisamente a refinaria da Terra Flamejante – o primeiro consórcio entre o Reino da Terra e a Nação do Fogo, que agora governam juntas.

Enquanto os amigos se deixam seduzir pela ideia de progresso e cooperação, Aang acredita haver algo de estranho por trás do projecto, ao mesmo tempo que recebe visitas misteriosas da Avatar Yangchen, não conseguindo encontrar a frequência certa para perceber as suas palavras.
Num volume que olha para a poluição, a substituição do homem pela máquina, o respeito pela natureza e a ideia comunitária de progresso há, para lá de um andamento de thriller, um mantra que se impõe, recusando a tradição como imutabilidade estática e inquestionável: “As tuas vidas passadas não servem para te prender. Servem para te guiar”.









Sem Comentários