Já anda por aí “Gannibal 5” (A Seita, 2025), o quinto volume de uma colecção de treze na qual o canibalismo é muito mais do que um mito urbano – ou rural.
Por esta altura, Daigo já deixou de ser visto como um louco, juntando-se a um grupo de detectives que seguem há muito os passos dos Goto, precisamente desde que ouviram da boca do polícia assassinado estas palavras: “Os habitantes de Kuge comem pessoas”. Juntos, preparam uma operação de resgate, tentando descobrir o paradeiro das crianças escondidas antes da chegada das festividades que, segundo reza a tradição, terminará com uma refeição com ar – e sabor – de sacrifício humano.

As pistas sobre o homem referido como “ele” começam a desenhar-se, descrito por alguém quase como um super-herói: “É um homem alto, com mais de dois metros de altura. Vi-o a agarrar e a atirar pessoas como se fossem brinquedos”. Daigo vê ser-lhe oferecido um cartão “livre da missão”, mas decide trocar o regresso ao conforto do lar pelo sentido de missão.
Para além da revelação de como Yosuke e Keisuke se tornaram membros dos Goto, este volume acompanha o rumor da doença rara que persegue os Goto: os portadores desta maleita ficam com um ricto na cara, parecido a um riso frouxo. Os mesmos sinais da doença Kuru, que se propagou em tempos na Papua-Nova Guiné. Há ainda um dilema ético para resolver, com Daigo a ser silenciosamente atirado às feras: “Acho que ele talvez acabe com isto de vez. E, se por acaso o matarem, a polícia terá um motivo para intervir”. Como dizem os brits, it`s a win win – menos para Daigo.











Sem Comentários