Curtas da Estante é uma rubrica de divulgação do Deus Me Livro.
Sobre os livros
Dos muitos projectos que ocupavam o génio de Fernando Pessoa, como serão o dos heterónimos ou o internacionalmente famoso “O Livro do Desassossego”, o de escrever uma história da literatura portuguesa será porventura menos conhecido. No entanto, essa ideia, que nasceu ainda em Durban, ocupou-o até ao fim da vida, como o atestam as inúmeras páginas sobre grandes escritores, seus contemporâneos e não só, encontradas na famosa arca e a cuja fixação e exegese investigadores se dedicam há mais de sessenta anos.
Entre a admiração genuína e a maledicência espirituosa, Pessoa ensaia não apenas uma antologia dos principais autores portugueses dos últimos cinco séculos como, talvez mais importante, uma teoria da arte, da estética e da literatura — textos a que esta colectânea dá corpo sob o título “Uma História da Literatura Portuguesa”.

Após uma pesada derrota às mãos de Roma, Tamora, rainha dos Godos, e os seus três filhos são levados, cativos, para a capital do império. Saturnino e Bassiano, filhos do falecido imperador romano, disputam a sucessão de um trono que o povo quer ver entregue a Tito Andrónico, o general responsável pela longa e vitoriosa campanha de Roma contra os Godos.
Tito rejeita a honra, que entrega a Saturnino, mas decide sacrificar um dos filhos de Tamora, em memória da própria descendência morta em combate. A crueldade deste ato desencadeará uma reação violenta por parte da rainha e uma vingança de crueza e horror inéditos.
Escrita no final do século XVI, a Lamentabilíssima Tragédia Romana de Tito Andrónico, apontada como a primeira tragédia de Shakespeare, é famosa pela violência irredimível e pelo carácter sanguinário dos actos descritos. A aversão e desprezo a que a votaram a sociedade vitoriana e alguns críticos literários contemporâneos apenas confirmam o seu inegável interesse.
Editora: Penguin Clássicos











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