“O Batman está tão morto como o céu está escuro”. Palavra de Toad, o mesmo que dizer de um velho sapo que se acha o gangster do momento da cidade de Gotham. Na ausência de Bruce Wayne, o combate ao crime está agora nas mãos de uma improvável dupla: Richard Grayson, em tempos conhecido como Asa Nocturna, faz as vezes de Batman; quanto a Robin, o seu quase inseparável braço-direito, é nada mais nada menos que Damian, o filho que Bruce Wayne descobriu ter. Damian que, apesar de mais adulto, não perdeu pitada do seu ar de desafio e humor negro: “Já prometi ao meu pai que não mataria. Agora, esperam que também seja simpático com a polícia?”.
Neste “Batman: Volume 5” (Devir, 2026), álbum com muito circo, demasiados focos de acção e alguma confusão narrativa, a dupla enfrenta uma trupe com porcos e sapos, uma missão complicada para quem, como Grayson, acusa o peso da responsabilidade. A solução é apresentada por Albert, o infalível mordomo: “Pense no Batman como um grandioso papel, como um Hamlet, Willy Loman ou até James Bond”.
Descobrimos Porko, o vilão cujo filme favorito deve ser o “Face Off” de John Woo. Passamos ao lado de uma droga viciante e destruidora, que chega sob a forma de vírus. Conhecemos a origem do Capuz Vermelho, sendo apresentados também a Scarlett – o seu braço-direito. Um dominó com peças a mais que nos leva até uma mina abandonada, desembocando num final que recorda o momento Lázaro da Bíblia. Conseguirá Grant Morrison o milagre de subir a fasquia no volume 6?











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