“O que acontecerá quando os seres humanos conquistarem o espaço interstelar? Trataremos melhor os outros planetas que colonizamos, ou simplesmente passarão a ser descartáveis?”. É esta a pergunta de que se alimenta “Sol” (A Seita, 2024), uma aventura futurista com argumento e arte de Diogo Carvalho.

Na carta com que começa este livro, assinada por um anónimo, menciona-se o Eve 979183, um planeta mineiro quase esquecido por Ithaca, o planeta central do seu sistema. Os planeta está infectado pela “doença dos colonos”, resultado de uma terraformação antiga mal planeada, fazendo com que as bactérias originais e multi-resistentes ataquem as células humanas, destruindo progressivamente o seu sistema imunitário. Existe uma cura para tal, um medicamento que se encontra nas mãos de um monopólio, ao qual os mais pobres não têm acesso.

O pai de Sol, a protagonista, morreu em Ithaca 13 anos atrás. Sol vive agora no planeta Eve 979183, e conhecemo-la dirigindo-se à cidade de East of Eden, encontrando tudo menos uma calorosa recepção. A primeira imagem deixada é que “luta como um militar bêbado”, mas que se aguenta bem nos combates. Com uma recompensa a pesar-lhe sobre os ombros, Sol chega com um espírito de missão, ainda que o cenário esteja longe de ser animador: “Estou num planeta em que toda a gente me quer matar e a minha única ajuda è um sucateiro que vive numa caverna, e que só está a fazer isto porque quer boleia para Ithaca”.
Acção, velocidade e lasers com fartura, numa aventura de ficção científica que mergulha na desigualdade social. Puro entretenimento.











Sem Comentários