“Nesta indústria, a mentira é uma arma”. Uma frase que atravessa por inteiro “Oshi No Ko (Vol. 1)” (Devir, 2025), uma nova série mangá com o selo da Devir que, de forma inventiva e algo tresloucada, nos mostra o lado mais sombrio da indústria de entretenimento japonesa, viajando ao mundo dos agentes, das comissões e da fabricação de estrelas – e também dos fãs, para quem estas se tornam uma obsessão.

Neste volume conhecemos Amamiya Gorou, um obstetra num hospital de província que, por influência da sua paciente Tendouji Sarina, acaba por se tornar fã de Ai Hoshino, uma jovem de 16 anos que, por esta altura, é um dos maiores ídolos do universo musical e cinéfilo, participando em filmes com uma vibração muito Stephen King: “É a história de uma mulher muito insatisfeita com a própria aparência que vai parar a um hospital muito suspeito no meio do mato para fazer uma cirurgia plástica”.

O destino e a tramada adolescência comete a improbabilidade de os juntar e, aquilo que parecia caminhar para uma Lolita em animé, transforma-se num enredo onde coexistem o delírio, a empatia, a fantasia e a sede de vingança, tudo embrulhado num humor – e marotice – muito japonês e o protagonismo entregue a dois bebés… falantes. O segundo volume já está a caminho.











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