Curtas da Estante é uma rubrica de divulgação do Deus Me Livro.
A Electra inaugura a Primavera de 2026 com uma proposição concreta: as infra-estruturas tornaram-se fundamentais para compreender as dinâmicas que sustentam o funcionamento das sociedades contemporâneas. O número 32 da revista procura entender as infra-estruturas e o seu lugar cada vez mais determinante nos sistemas de poder político e de domínio económico, nos regimes de liberdade e de dependência, nos dispositivos de vigilância e controlo, nos aparelhos de administração e nos mecanismos de fiscalização. Configuram-se, actualmente, elementos basilares da sociedade contemporânea, que se desdobram em várias facetas exploradas nesta edição.

Este número reúne contributos de Yves Citton, Boris Vormann, Giorgiomaria Cornelio, Anselm Jappe, Matteo Pasquinelli e Brett Neilson, que percorrem as dimensões políticas, urbanas, tecnológicas e filosóficas das infra-estruturas da macro-urbanização às fronteiras e logística, da Inteligência Artificial como medida da inteligência humana à desconstrução do império do betão.
Pensar as infra-estruturas é, aqui, tentar compreender o ethos e o pathos da nossa época.

Na secção “Primeira Pessoa” é entrevistada a reconhecida cineasta, artista e autora alemã Hito Steyerl que fala sobre as complexidades da metamorfose constante da arte, das imagens e da tecnologia na era da Inteligência Artificial.

Anna Maria Maiolino, consagrada artista de origem italiana radicada no Brasil, que recebeu, em 2024, o Leão de Ouro da Bienal de Arte de Veneza, é a autora do Portfolio desta edição. Para as páginas da Electra reuniu um conjunto de trabalhos da artista, acompanhado de uma entrevista realizada pela curadora norte-americana Helen Molesworth no âmbito do projecto The Forgotten Her Story.

O número inclui ainda um ensaio do jornalista Marc Roche sobre Isabel II enquanto mulher-imagem; um texto de Serge Ricco sobre Bea Feitler, a magnífica amazona do design; e uma meditação de Vania Baldi sobre a célebre frase de Heidegger: “A essência da técnica não é nada de técnico.” A fechar, textos de Kaya Genç sobre Istambul, de Alexandre Estrela, representante de Portugal na Bienal de Arte de Veneza, um texto sobre a animação e o projecto RedSkyFalls, apresentado no Pavilhão de Portugal; António Guerreiro escreve sobre a cidade contemporânea como um espaço urbano sem limites e a realizadora e cronista Graça Castanheira reflecte sobre as dimensões da palavra “Imigrante”.

A capa é da artista Arash Nassiri.
Sobre a Electra
A Electra é uma revista de pensamento e cultura contemporânea, publicada pela Fundação EDP. Com duas edições, em português e em inglês, tem periodicidade trimestral. Pode ainda ser acompanhada no Instagram, em @electra.magazine, e no website electramagazine.com
Sobre a Fundação EDP
A Fundação EDP é uma instituição privada com estatuto de utilidade pública, sem fins lucrativos, criada pela EDP, S.A. Enquanto Fundação de uma empresa cosmopolita e socialmente responsável, assume como missão contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, através de iniciativas sociais, culturais e científicas, que promovam a coesão social, o desenvolvimento sustentável e a transição energética justa.











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