Pedro da Linha é o senhor que se segue na nossa máquina de RádioGrafias, ligada em exclusivo para o Bons Sons, que regressa à aldeia de Cem Soldos entre 6 e 9 de Agosto. O produtor, DJ e compositor sobe ao Palco Aguardela no dia 6 de Agosto.

Pedro da Linha é produtor, DJ e compositor. Tem vindo a redefinir a música electrónica portuguesa, construindo uma sonoridade única em que os ritmos urbanos, africanos e latinos se interligam. O nome artístico, escolhido em homenagem à linha de Sintra, reflecte a ligação às suas origens na Damaia e à energia multicultural de Lisboa. Como DJ, herda directamente a energia da era dourada do clubbing nacional, como a da Príncipe Discos ou Enchufada.
Aquela banda ou artista que te fez comprar uma revista só porque trazia um poster que ficava a matar numa das paredes do teu quarto.
Muse.
A banda ou músico que te fez comprar e usar uma T-Shirt.
Muse.
O primeiro disco em que usaste o dinheiro que tanto trabalho deu a enfiar no porquinho de barro.
Muse – “Origin Of Symmetry”.
Os discos que os teus pais, irmãos e primos mais te fizeram ouvir.
Radiohead – “OK Computer”; Limp Bizkit – “Significant Other”; Queens of the Stone Age – “Songs for the Deaf”; Jean Michel Jarre – “Oxygene”.
Se pudesses viajar no tempo para ver um artista ou banda já desaparecidos, até onde te levaria a viagem?
The Beatles.
O melhor disco para curar um desgosto amoroso.
Radiohead – “In Rainbows”.
E para ajudar a ultrapassar uma ressaca danada?
Crystal Castles – “Crystal Castles”.
Três discos que voltam recorrentemente a entrar na tua playlist.
Buraka Som Sistema – “Black Diamond”; Muse – “Origin of Symmetry”; Radiohead – “Hail to the Thief”.
A canção alheia que gostarias de ter escrito.
Jai Paul – “Jasmine”.
A melhor canção ou disco de 2026 (até agora)?
Joji – “Piss In The Wind”.
O filme de que gostaste tanto que já o reviste inúmeras vezes (e até já conseguiste decorar umas falas).
“Goodfellas”.
O filme que te fez chorar tanto que tiveste de esperar uns minutos para sair da sala de cinema (para que ninguém te visse de olhos espremidos)?
Não me ocorre nenhum.
Aquele livro de que gostaste tanto que, se te tivesse sido emprestado, pensarias pelo menos duas vezes antes de devolvê-lo?
“How Music Works” – David Byrne.
Se pudesses visitar um livro durante um dia, qual escolherias?
“The Creative Act: A Way of Being”.
A cena mais romântica que já fizeste por alguém.
Músicas.
Aquela comida de que gostas tão pouco que, se te for servida num jantar de amigos, tens de inventar uma dor de barriga?
Arroz de Cabidela.
O prato que comerias sempre se não pudesses morder outra coisa.
Bitoque.
Se tivesses Cem Soldos – o que, na moeda corrente, equivaleria a uma valente pipa de massa – para gastar numa extravagância, o que seria?
O meu próprio estúdio.
O concerto no Bons Sons vai ser…
Entusiasmante e bastante energético.
Foto: © Ana Viotti











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