Já são conhecidas as primeiras novidades do Festival MIL, cuja 10ª edição se realiza entre os dias 7 e 10 de Outubro. A décima edição volta a realizar-se na Casa Capitão, agora com seis palcos, incluindo dois de acesso gratuito. “No Fakes” são as palavras que dão o mote para esta edição.
Os ingressos já se encontram à venda em DICE.fm. Os bilhetes diários custam 12€ e os passes gerais valem 28€; está também disponível um bilhete Pro por 50€ — a todos estes valores acrescem as taxas do operador. Participantes com mobilidade condicionada têm direito a um bilhete gratuito para acompanhante. Após a compra, devem contactar ajuda@dice.fm para fazer o pedido. O acesso à convenção é livre, mediante inscrição. Mais informações serão disponibilizadas em breve.
Da música de síntese portuguesa e global do Expresso Transatlântico e da indie-pop tropicalista de Lau Ro, cantautor de Brighton que ainda agora editou o álbum “Lau” pela Mexican Summer (ambos no dia 8), ao rap desbocado da brasileira MC Luanna e à batida dos nossos Afrokillerz (no dia seguinte), vamos escutar diversas vozes no Festival MIL.
Num momento em que a tendência é o crescimento rápido e a visibilidade imediata, promovidos pelas plataformas online e a inteligência artificial, o programa artístico aposta em artistas e projectos com uma identidade própria — e promove a sustentabilidade do seu percurso artístico.
É o caso do power-trio noise-punk português OkA (dia 8), herdeiro dos Melt-Banana e dos Mr. Bungle, dos Deerhoof e dos Slipknot, cujo primeiro EP, “ombu”, saiu há nem um ano. Ou das Manga Cava (8), discípulas de Maria Reis e das Breeders, que deram um dos primeiros concertos em Maio, no MIL Cultura e Política, e nos conquistaram imediatamente. Também dos Indus (9), embaixadores colombianos da folktronica afro-latina. E de André Droga (9), trapper luso-esloveno radicado em Berlim.
Entre os nomes já confirmados para o Festival MIL, voltam a estar várias artistas brasileiras, como a referida MC Luanna, uma das mais entusiasmantes rappers do momento no Brasil — oiça-se “Esconde Sua Namorada” para perceber porquê. Ou, no mesmo comprimento de onda, Afreekassia (9), cujos EPs “Cacau 50%” e “Cacau 50%, Vol. 2” consolidaram como uma das grandes promessas do hip-hop brasileiro (com laivos de funk e afrobeats). Mais Nega do Babado (10) e Rayssa Dias (10), rainhas do brega — e do brega-funk — pernambucano.
E isto é só o princípio. O MIL vai reunir artistas emergentes e estabelecidos, profissionais da indústria, programadores, agentes e organizações de diferentes países num espaço dedicado à descoberta, circulação e internacionalização da música. Ao longo de três dias de convenção e quatro de festival, dezenas de concertos, debates, oficinas e encontros profissionais vão potenciar oportunidades de negócio, colaboração e reflexão sobre os desafios e tendências do sector da indústria da música.











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