É, como escrevemos anteriormente, uma espécie de “Groundhog Day” – esse filme de culto protagonizado por Bill Murray – convertido e reinventado, num mangá para jovens adultos onde um jovem tem, após a descoberta do assassinato da sua namorada do 8º ano, a possibilidade de recuar no tempo – vezes sem conta – para a salvar.

Em “Tokyo Revengers 4” (Distrito Manga, 2024), quarto capítulo da série escrita e desenhada pelo japonês Ken Wakui, Hanagaki Takemichi – o protagonista – parece estar, a cada um dos regressos, com mais fibra e espírito de inquietação, mesmo que a descrença teime em reinar: “Eu sou ridículo!! O que vim cá fazer, afinal?!”. O seu estatuto, ainda assim, parece ir crescendo e, numa luta de 1 contra 1 contra o mais musculado Kiyonara – que olha para o combate como uma execução -, há quem estranhamente aposte em Takemichi, que parece ter a táctica certa para a ocasião – “Estou sempre à nora, a improvisar em cima do joelho”.

Uma semana depois de escapar com estilo à tão anunciada execução, Takemichi torna-se o maior para os delinquentes da cidade, o que o faz pensar duas vezes num regresso ao presente, onde não passa de um remediado sem grandes perspectivas de vida. Um estado de graça que acaba por não durar muito, mas que o faz ver aquilo que poderá ser uma luz ao fundo do túnel: “Vou tornar-me num dos líderes do Toman”. Temos vingança está a caminho.











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