Depois de um primeiro volume que teve o fôlego de um romance e a trepidação de uma telenovela, mergulhando de forma inventiva e algo tresloucada no lado mais sombrio da indústria de entretenimento japonesa, “Oshi No Ko (Vol.2)” (Devir, 2025) traz-nos um par de gémeos com motivações nos antípodas um do outro: Ruby quer brilhar, seguindo os passos de Ai Hoshino, a sua ídolo favorito de quem acabou por se tornar filha – ok, é estranho mas vão ter de ler o primeiro volume -, enquanto Aqua apenas procura vingança pelo assassinato da mãe, decidido a deixar para trás uma carreira na sétima arte para a qual parecia estar lançado.

Popular no secundário, Ruby tem dois segredos que não pode revelar às amigas, sob pena de lhe valer um internamento: a sua mãe foi assassinada por um stalker fanático e o facto de se recordar da sua vida passada. Aqua, menos dado à integração, decide calcar o sonho da irmã com tudo o que tem à mão: “Podes sonhar em ser uma estrela, mas não devias sonhar com a carreira. Elas ganham mal. São reformadas antes dos 30. E têm o dia a dia constantemente observado pelos fãs”.
Ichigo, a ex-agente de Ai, é agora agente de personalidades da Internet, decidindo passados dez anos montar um novo grupo musical, podendo ser esta a oportunidade por que Ruby tanto esperava. Acqua tenta ser convencido a continuar como actor, seja pelo director de uma produtora como por uma actriz com quem contracenou e que é capaz de desatar num pranto em dez segundos, mas o que o acaba por convencer é a oportunidade de chegar perto do produtor Masaya Kaburagi, que era um dos poucos contactos gravados no telemóvel secreto da mãe. “Possivelmente o meu pai biológico e o da Ruby e que talvez esteja envolvido na morte da Ai”.

Com ambos os gémeos a estudar no Colégio Youtan, a escola com o maior número de pessoas conhecidas no Japão, o terceiro volume promete dar mais protagonismo a Acqua, que irá participar num… reality show romântico. Verdade, a quanto obrigas.











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