São fãs de O Senhor dos Anéis mas procuram outra série de fantasia, uma que se adapte melhor a alguém que aprendeu a ler há coisa de poucos anos? Pois bem, Os Guardiões Selvagens – Wildsmith no original – é forte candidata a série iniciática ao mundo dos dragões, bruxas, mistérios e fantasia a rodos, recomendada (sobretudo) para jovens entre os 7 e os 12 anos de idade.


Composta por quatro volumes, a série foi escrita por Liz Flanagan – a que se juntam as ilustrações de Joe Todd Stanton -, seguindo as aventuras de Rowan, uma jovem que descobre ter a rara habilidade de comunicar com animais e de os conseguir curar, fazendo dela uma guardiã selvagem – tal como o seu avô Inigo Webster, de quem Rowan nunca tinha ouvido falar mas que, rapidamente, se irá tornar numa figura central da sua ainda curta vida.

Num cenário de uma guerra (ainda) longínqua, travada por um país chamado Estria, mergulhamos na vida de Rowan e amigos – Will e Cam -, que os levará da floresta em redor de Gallren a cidades que não surgem nos mapas, conhecendo pelo caminho animais e figuras tão míticos como os grifos, os pégasos ou as selkies.


Para além do espírito de aventura e de criaturas e cenários dados ao universo da fantasia, Liz Flanagan centra a história na importância da ligação entre o Homem e a Natureza, explorando valores como a coragem, a responsabilidade, a empatia ou a ética, bem como a necessidade de descobrirmos um espírito de rebelião face a regimes opressivos.
A história de Rowan é também uma história de descoberta, individual e do mundo, bem como um elogio à eterna curiosidade que deverá permanecer como uma das maiores qualidades e desejos do ser humano, bem para lá de cumprida a infância. Algo que Rowan expressa a dado momento, e que poderá ser o mantra para cada um dos nossos dias: “Mal posso esperar para ver o que acontecerá a seguir”.
—
Nota: “A Filha do Dragão”, o primeiro volume da nova saga de Liz Flanagan – Lenda dos Céus -, está já disponível nas livrarias.











Sem Comentários