A maratona Eiichiro Oda continua a ser percorrida em grande estilo, estando por esta altura a entrar no quilómetro 9. “One Piece 9: O Homem de 100 Milhões” (Devir, 2025), um álbum triplo que colecta os volumes 25, 26 e 27, começa onde havia terminado o anterior volume: com Luffy e amigos em busca de um mito chamado “Ilha do Céu”.
Em grande destaque no volume 26 está Mont Blanc Cricket, um homem que fala de sonhos, vive numa casa feita com placas de cenário e que, para alguns, não passa de um tipo pretensioso e forreta. Cricket, apresentado como uma espécie de boss final da Aliança do Templo dos Primatas, pode ser descendente de Noland, o Mentiroso, mais uma incrível personagem inventada por Eiichiro Oda que se vem juntar a uma extensa e delirante galeria. Foi Noland que, momentos antes da sua execução, deixou a pista para se chegar ao ouro: “Eu vi o ouro no olho direito da caveira”.

Para chegar à Ilha do Céu, a solução passa por apanhar a “knock-up stream”, uma manobra que aponta ao risco de vida por implicar um timing perfeito. Além de ser necessário encontrar uma bússola, que poderá bem ser um pássaro conhecido como South Bird.
Há conversas sobre recompensas, uma autoridade suprema – os Cinco Anciães – que decide sobre o lugar que Crocodile irá ocupar a entrada em cena de Edward Newgate, ou o Grande Pirata Barba Branca, que dizem ser o homem mais forte do mundo e que, mesmo ligado às máquinas e entre transfusões, vai aviando rum como se fosse água.
O volume 26 abre com uma bela máxima, capaz de figurar num manual de filosofia sobre o comportamento humano: “Tudo, neste mundo, são engrenagens que se cruzam por desejos fortes”. Estamos finalmente com os pés (mais ou menos) assentes na Ilha do Céu, um lugar assustador onde há peixes achatados e figuras como o Cavaleiro do Céu, que mais parece uma versão aérea de Dom Quixote. Um lugar guardado pela vigilante Amazon, que vai tratando de reportar aos seus superiores a entrada ilegal, que condenará estes sete visitantes ao “Julgamento Divino”.

No volume que encerra este triplo, Luffy e amigos tentam sobreviver a um teste onde a taxa de sobrevivência é de uns simpáticos 10 por cento. Enquanto isso, mergulhamos numa aula de história para conhecer a luta interminável de Skypiea, travada entre habitantes celestiais, guerrilheiros membros de uma nação chamada Shandia e os Shandianos que continuam a desafiar o Enel – que roubou o Trono Divino ao aéreo Cavaleiro do Céu. Segunda reza a lenda, quando for de novo escutado o “Canto da Ilha”, a guerra cessará.
Por agora, a missão dos nossos piratas preferidos é encontrar o ouro, depois logo se descobrirá a melhor forma de regressar à terra. A corrida pelo ouro – e pela sobrevivência – continua no volume 10.











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