Quando se pensava que Eiichiro Oda já poderia ter gasto todos os ases, eis que o autor japonês saca de um novo baralho e volta a colocar o Going Merry no caminho da boa fortuna. “One Piece 11: Nós Estaremos Sempre Aqui” (Devir, 2025), mais uma edição tripla que reúne os volumes 31, 32 e 33 da publicação original, é um dos melhores volumes até agora, de uma série que está ainda muito longe da viagem final – ao todo temos 111 volumes, o que dará 37 volumes triplos se a Devir mantiver a aposta até final.
Em Skypea, a cidade do céu, há um aviso que paira ameaçador: “Este país será em breve destruído”. Porém, ao invés de avançar com o desenlace de uma batalha que parece perdida para os locais frente ao auto-intitulado deus Enel, Eiichiro Oda recua 400 anos no tempo, quando o grande guerreiro Kalgara teve como amigo íntimo Montblanc Cricket, mais conhecido por Noland.

Ao chegar a Jaya, Noland deparou-se com uma aldeia mergulhada na superstição, decidida a sacrificar muitos dos seus para estancar uma vaga de mortes. Mesmo perante a desconfiança, Noland deixa no ar a promessa: “Eu vou livrar a vossa aldeia dos espíritos malignos”. É neste volume que conhecemos a história do poneglifo, a pedra que protege a cidade de Shandora – mesmo que aparentemente ninguém consiga decifrar o que nela está escrito – e, também, de que forma Jaya se tornou Shandora, a cidade do céu.
Nos volumes seguintes fecha-se, ao estilo da história de João e o Pé de Feijão, a passagem dos nossos amigos por Skypiea que, antes do regresso ao mar, têm tempo para decidir que membro da tripulação vão querer recrutar a seguir. Já a bordo do Going Merry, irão dar de caras com com os Piratas Roxy, que os convidam a travar um duelo conhecido como “Davy Back Fight”, nome dado em homenagem a Davy Jones, “um antigo pirata, amaldiçoado pelo diabo, que dizem que ainda vive nas profundezas do oceano”.

O duelo consiste num jogo em que os piratas disputam entre si os melhores tripulantes, “uma batalha de captura de pessoas” onde vale tudo, do mais ilegal que possam imaginar – o árbitro tende também a olhar para o lado, sobretudo quando isso beneficia a equipa Roxy. O final, recheado de poder afro, faz um piscar de olho a uma das técnicas usadas por Rocky, deixando no ar a questão: terá Luffy corpo para aguentar a mesma carga de porrada que levou Silvester Stallone? Resta esperarmos pelo 12º volume.











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