É mais um livro da série criada por Oliver Jeffers, que se vem juntar aos álbuns “Perdido e Achado”, “Sobe e Desce”, “Como Apanhar Apanhar Uma Estrela” e “O Caminho para Casa!”. Protagonizado por um rapaz que parece ter pedido emprestado a Waldo a sua camisola às riscas vermelhas e brancas, “Onde Esconder Uma Estrela” (Orfeu Negro, 2025), começa com um jogo de escondidas entre o rapaz – o achador eterno, uma vez que apenas ele sabe contar -, o pinguim e uma estrela.
A estrela não mostra ter grande jeito para o jogo, o mesmo acontecendo com o pinguim, não muito criativo no que toca a arranjar esconderijos. Até que, um dia, a estrela consegue mesmo desaparecer, e a pergunta que o rapaz e pinguim colocam é esta: estarão ainda a jogar às escondidas?

A dupla decide então embarcar numa missão de resgate, graças a uma ajuda que chega de Marte – e do amigo Marciano – sob a forma de uma bem apetrechada nave espacial. Pelo caminho, além de novos amigos, o rapaz da camisola às riscas irá também descobrir uma parte de si.
“Onde Esconder Uma Estrela” é mais um livro em modo franchising, do qual Jeffers criou também as “marcas” Aqui Estamos Nós ou Os Nicos. Não deixa de ser um bom livro para crianças, com ilustrações que são imagem de marca Jeffersoniana, mas, vindo de quem já nos serviu pérolas tão preciosas quanto “Presos”, “O Incrível Rapaz que Comia Livros” ou “Este Alce é Meu”, não deixa de saber a pouco. Que 2026 possa trazer uma mudança de direcção criativa a Oliver Jeffers – pelo menos no espírito dos (mais ou menos) recentes “Há um fantasma nesta casa” ou “O Destino de Fausto”.











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