E eis que, 20 volumes depois, Jeff Kinney nos convida para uma “Festa de Arromba” (Booksmile, 2025), título do volume 20 desse delírio chamado O Diário de um Banana.
A festa, a acreditar nisso dos calendários e agendas, será a de Greg Heffley, que acredita estar a caminho de uma festa surpresa na igreja pela sua mãe, que para disfarçar lhe fala antes de um concurso de doçaria, no qual a mãe irá concorrer com uma tarte de lima.

A partir da pressão anual do desejo no soprar as velas, que o faz pedir coisas tão impróprias quanto um agrafador, Jeff Kiney propõe um ensaio pautado sobre as várias formas – e lugares – de se pedirem desejos, tocando também no mercado dos aniversários – das festas aos cartões –, da chatice dos repetitivos e insossos telefonemas de parabenização ou quais seriam os super-poderes mais fixes.
Num volume onde a festa é de surpresa, até mesmo para quem a deveria ter preparado, descobre-se uma muito requisitada bolacha de aniversário – para a qual é necessária a apresentação de uma certidão de nascimento – ou um comité de mães indignadas com o alheamento maternal, só faltando mesmo uma queixa à protecção de menores.

Kinney acrescenta ainda, no meio de tudo isto, a cereja no topo do bolo: uma carta rara de um Theeble de três olhos, resultado de um erro de impressão, que vale agora qualquer coisa como 1000 mil dólares, a que Greg Heffley acredita poder jogar a mão. Pelo caminho descobre-se mais uma máxima Bananiana, com vista à gestão das expectativas da pequenada: “Às vezes é preciso aceitar o que nos calha”. Esta banana é, vinte volumes passados, muito mais do que apenas uma fruta.











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