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O Corcunda de Notre-Dame, Georges Bess, Victor Hugo, Deus Me Livro, Crítica, A Seita,
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“O Corcunda de Notre-Dame” | Georges Bess (a partir da obra de Victor Hugo)

Por Pedro Miguel Silva · Em 24/10/2025

Depois de se ter atirado a “Drácula” (ler crítica) e “Frankenstein”, Georges Bess adapta “O Corcunda de Notre-Dame” (A Seita, 2025) a novela gráfica, numa versão que está muito longe daquela que conhecemos com o selo da Disney, seguindo o espírito original do romance de Victor Hugo.

Recuamos ao dia 6 de Janeiro de 1482, onde o Dia dos Reis se cruza com a Festa dos Bufos e “a turba, impaciente, queria três coisas: o meio-dia, a embaixada de Flandres, e o mistério… mas apenas o meio-dia chegou a horas”. Numa tradição a que já se perdeu a conta dos anos, o rei dos bufos será aquele que fizer a melhor careta, metendo a cabeça numa rosácea de pedra, cabendo a honra a Quasimodo, o Zarolho, que surge descrito desta forma: “Era corcunda, com uma enorme cabeçorra disforme, eriçada de cabelos arruivados, pernas e coxas arqueadas, mãos enormes e pés monstruosos… mas apesar de tantas disformidades, emanava daquele homem uma temível aura de vigor, agilidade e coragem…”.

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Nesta história de (des)amor e crueldade, que tem como pano de fundo uma revolução política e tumulto social, Quasimodo tem a companhia de Esmeralda, a bela cigana que enfeitiçou Dom Frollo, o arquidiácono da Catedral e pai adoptivo de Quasimodo; Pierre Gringoire, um encenador que se vê perdido de amores por Esmeralda, que acaba por salvá-lo mas está longe de lhe oferecer o seu coração; ou o Capitão Phoebus de Châteaupers, um predador que Esmeralda julgava ser a sua salvação de um destino trágico.

Uma adaptação a preto e branco com o mesmo traço dos volumes anteriores, onde Georges Bess nos conduz ao Pátio dos Milagres ou ao Buraco dos Ratos, ilustrando um clássico de Victor Hugo sobre a perpetuação das injustiças e o triunfo dos predadores ao longo dos séculos que, vai-se a ver, está impregnado do mesmo espírito de uma (tele)novela mexicana.

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Nascido em França em 1947, Georges Bess iniciou a sua carreira na banda desenhada na Suécia, desenhando histórias do Fantasma, de Lee Falk, para os países nórdicos, mas foi o encontro com Alejandro Jodorowsky, no seu regresso a Paris, em 1987, que iria mudar a sua carreira. Com Jodorowsky, Bess vai realizar as séries “O Lama Branco”, “Anibal 5” e “Juan Solo”, títulos que, a par com as séries que escreveu e desenhou, o ajudaram a afirmar-se como um nome incontornável da BD europeia. Depois do imenso sucesso das adaptações de “Drácula” de Bram Stoker e de “Frankenstein” de Mary Shelley, editada em Portugal pel’A Seita, Bess continua a produzir magníficas adaptações de clássicos da literatura universal, com esta obra imortal de Victor Hugo, “O Corcunda de Notre-Dame”, no original Notre-Dame de Paris. Georges Bess vive em Paris, e é casado com Pia Bess, uma artista e colorista, que tem também trabalhado no design e tramas das adaptações a preto e branco do seu marido.

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Pedro Miguel Silva

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