Escrito por António Mota, mestre na arte de imaginar trava-línguas capazes de dar um nó cego no órgão muscular essencial ao paladar, mastigação, deglutição e fala, “Muito Serra a Serra da Estrela” (Asa, 2024) reúne 50 trava-línguas inéditos, acompanhados das ilustrações de Helder Teixeira Peleja.
Trata-se de um festival sonoro que convida à leitura em voz alta, onde descobrimos chamadas telefónicas com o indicativo de Almofala, refeições gourmet que misturam figos com fígados, notícias da fruta furtada pelo Fernão ou, ainda, o comentário de quem apanhou um graffiter em flagrante: “É grave, Gabriel, gravares Gabriela na grade da gare”.

Uma sessão de ginástica linguística sem riscos de torcicolos ou luxações, como se pode ler no aviso imaginário lançado a crianças e educadores. Afinal, nisto dos trava-línguas, “trava-se e destrava-se” ao ritmo de cada um.











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