É já uma tradição de Naoya Matsumoto, e este “Kaiju nº 8: Volume 8” (Devir, 2025) não escapa à piada de abertura, qual desbloqueador de conversa em elevador que decidiu parar: “Cada volume do Kaiju N.º 8 parece ser o oitavo, mas… finalmente chegou o volume 8 que parece ser realmente o oitavo volume!!”.
Um oitavo volume onde todos os kaijus estão contidos na área de eliminação, ao mesmo tempo que Reno Ichikawa continua a treinar para dominar o uso da Numbers, assumido estar “pronto para lutar a qualquer momento”. Já Iharu Furuhashi, por seu lado, acha lento o seu próprio desenvolvimento, mas ambos terão oportunidade de mostrar o que valem com uma missão caída do céu: eliminar um kaiju-toupeira do tipo 67, algo que não é visto desde o longínquo ano de 1967.

À semelhança de volumes anteriores, somos brindados com descrições técnicas para não perdermos o pé. “Quando de usa uma numbers, o cérebro é estimulado pela enorme energia do Daikaju e a sua sincronização com as suas células, causando um aumento anormal na quantidade e velocidade dos neurotransmissores. Com isso, o seu carácter e ambições vêm à tona. Dependendo do caso, esses impulsos podem até levar a pessoa ao colapso”. Uma descrição que assenta na perfeição a um combate onde decorrem evoluções na própria batalha, esticando-se ao limite o poder de concentração e o uso da força.
Mas nem só de Reno e Iharu se faz este volume, onde vemos o Capitão Ogata perdido com os seus fantasmas ou Kafka Hibino num estado anímico pouco recomendado, mostrando-se incapaz de uma rápida transformação. Isto até receber ajuda de um lugar inesperado: “Vou ensinar-te como deves lutar”. Próxima paragem: Santuário Ryunei, onde Kafka Hibino será posto à prova.











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