Continua a surpreender esta série escrita e ilustrada por Míriam Bonastre Tur, que serve aos mais novos uma bandeja de fantasia, magia, truques e poções, sempre com muito humor pelo meio.
“Hooky 3” (Booksmile, 2025) leva-nos até uma cabana escondida no coração da floresta, onde Dani, Dorian e companhia tentam perceber que passo dar após o ataque à casa do Mestre Pendragon. Todos vêem a bola do mestre como apenas mero brilho, mas Nico parece ter a capacidade de ver para lá do aparente, julgando vislumbrar o local onde está escondido o príncipe William.

À semelhança dos volumes anteriores, mergulhamos na história dos pais de Damien – o herdeiro da família Wytte -, que escaparam à fogueira por meio tronco. A mãe não mais foi a mesma depois disso, e Dorian e Dani – gémeos e irmãos de Damien – nasceram depois dessa quase morte. William e Damien que eram, imagine-se, besties, trocando alcunhas carinhosas como “gnomo”.
Há, na forja, uma poção para curar todos os males, que servirá também para mostrar que os bruxos são, afinal, gente porreira. Dani vê-se afastada da comitiva, considerada agora um perigo público, uma maquinação engendrada pelos estudantes da academia da magia negra, que culminará num final prometedor que deixa a porta escancarada para o volume seguinte.

“Hooky 4” (Booksmile, 2025) parece dado à reconciliação, com o arrependimento de Damien a levar às pazes com Dorian e ao traçar de um ambicioso plano conjunto: “Vamos derrotar o dragão. E salvar o William. E regressar para a Dani”. Quanto aos progenitores, aí as opiniões divergem entre fazer ver-lhes o que está certo (Dorian) ou destruí-los (Damien).
Noutra geografia, Dani está encerrada numa gaiola, Marko foi enfeitiçado por sereias que se alimentam de carne humana e Nico voltou à forma miniatura, tentando escapar a um polvo gigante. Quanto a William, apenas irá acordar do grande sono com um beijo de amor verdadeiro, que chegará de uns improváveis lábios. Já Monica parece estar fada a casar por dever, até porque Dorian não consegue chegar-se à frente nas suas intenções amorosas.

O medo da magia, que parecia estar posto para trás, regressa com o acender de fogueiras e a prática da magia negra, num volume que termina com um rapto inesperado e um ainda mais inesperado grupo de resgate. As ilustrações continuam a ser um bálsamo, ainda que uma ou outra vinheta pareçam ter perdido alguma tinta pelo caminho até à impressão. O volume 5 já está disponível nas livrarias.











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