Há quem diga que Hermann Huppen, já nos seus oitentas, perdeu o toque para o desenho, e que Duke, a série que criou a meias com o filho Yves H., é uma daquelas para se passar ao lado. Por aqui, temos seguido com prazer as aventuras deste pistoleiro pelo Velho Oeste Americano e, mesmo com os desenhos a acusarem os males da velhice, é como se viajássemos no tempo rumo a um período da história fixado no imaginário colectivo.
“Duke 7: Este Mundo Não é o Meu” (Arte de Autor, 2023) acompanha o avanço de Duke e Swift em direcção ao rancho de King, onde levam consigo 100 mil dólares e o sonho de um confronto que dê litros de sangue a uma inexistente campanha de dadores.

Na perseguição de Duke e companhia estão Terry e Buddy – mais conhecidos como os “irmãos siameses” -, os guarda-costas de King, mas também Manolito – o anjo-da-guarda de King -, Ogden e o próprio King.
Um álbum onde Duke reencontra Peg, com quem vive uma relação que ficou por cumprir, e que serve um final que abre o caminho a uma nova série – quem sabe com uma outra abordagem gráfica e uma nova forma de heroísmo no feminino.











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