Curtas da Estante é uma rubrica de divulgação do Deus Me Livro.
Sobre o livro
Quando se dá a invasão de Junot em 1807, quem ocupa o poder é um homem medroso, indeciso e destituído de vontade.
A família real acaba por fugir para o Brasil, mas a perspectiva de atravessar o Atlântico deixa o regente D. João aterrorizado. Uma vez instalado no Brasil, indiferente ao calor e aos insectos, não tem qualquer vontade de regressar a Lisboa. Por cá é o salve-se quem puder. Na luta irão cometer-se terríveis atrocidades. Nem a expulsão definitiva dos franceses, nem o regresso a contragosto do Rei ditam o fim da instabilidade.
Com a morte de D. João VI – ao que tudo indica envenenado pela própria mulher -, os filhos disputarão entre si um país arruinado, num conflito que ecoa a relação tumultuosa dos pais, de quem se dizia terem pouco mais em comum do que o hábito de não se lavarem.
Por isso, neste livro que terminou poucos dias antes da sua morte, José António Saraiva lhes chamou “a desgraçada família e o período mais triste da História de Portugal”.

Sobre o autor
José António Paula Saraiva (Lisboa, 31 de Janeiro de 1948 – 6 de Março de 2025) foi um arquitecto, jornalista, cronista e autor português.
Forma-se em Arquitetura, actividade que exerce entre 1969 e 1983. Dá aulas no Centro de Formação da RTP entre 1977 e 1980. Autor da grande reportagem televisiva «O 25 de Abril, Três Anos Depois» e da série «Os Anos do Século». Colabora em variadíssimos jornais e revistas entre 1965 e 1983. Director do semanário Expresso entre 1983 e 2005. Fundador e director do semanário Sol entre 2006 e 2015. Ganha o Prémio Luca de Tena de jornalismo ibérico do diário espanhol ABC em 2005. Professor convidado da Universidade Católica no Instituto de Estudos Políticos, onde leccionou entre 2000 e 2015 a cadeira de Política Portuguesa. Publicou vários livros de política e história, e também quatro romances.
Editora: Gradiva











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