Já chegou às livrarias “Crianças do Mar 2” (Devir, 2025), o segundo volume (num total de 5) da mais poética e ecológica série mangá que poderão ler de momento, servida num formato mais largo que o das colecções regulares de mangá com o selo da editora Devir.
Sora desapareceu do hospital há três dias. Umi tem-se mostrado incansável, escutando junto à água e apurando todos os seus sentidos, mas não há forma de descobrir onde se encontra o amigo, que a polícia crê ter sido raptado.

Daisuke Igarashi, argumentista e desenhador desta série, recua quatro décadas na linha temporal para nos mostrar o encontro de Jim, o tutor de Sora e Umi, com uma baleia que caçou. Sempre que o rei das baleias morre uma enigmática criança surge e, nessa altura, é necessário cantar isto: “O mar é o pai. As pessoas o peito! O céu é o recreio!”. Uma história onde Jim acaba por ir ao encontro da tragédia, parecendo provar o que um pescador dizia, qual Buda dos mares: “Não nos devemos aproximar demasiado das coisas que não são deste mundo”.
Em destaque neste volume está também o professor Anglade, que conduz uma investigação paralela a Sora, num momento em que 30 corpos – ou partes de corpos – de crianças dão a costa. Segundo Anglade, “os seus sentimentos foram desprezados e os seus corpos usados como brinquedos”.

Num volume onde o grande mantra parece ser o de que “no final de contas, não sabemos nada”, o grande final faz-se qual homenagem ao Jaws de Spielberg, prometendo um terceiro tomo cheio de transformações. Ciência, misticismo, teatro de sombras e uma arte de grande fôlego, de uma série que levou para casa o Prémio de Excelência Japa Cartoonist Association em 2009 e o Prémio “Great Graphic Novel for Teens” American Library Association em 2010.











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