“Confusão Generalizada” (Devir, 2024), o oitavo volume do tresloucado mangá de nome Chainsaw Man, é sinónimo de natal antecipado, celebrado num lugar de onde até os demónios mais arrojados tentam fugir a sete pés.

Tolka, um aprendiz em formação, recebe da Mestra o segredo para fazer um boneco realmente elaborado: “Apanhas o humano que transformarás em boneco e inseres nele as emoções que só os humaos têm. Afecto. Adoração. Compaixão. E inseres nele emoções que só os humanos têm. E o ingrediente secreto: a culpa”.
A viagem ao Inferno faz-se através do sacrifício de um velhote – o avô de Mestra -, desembocando num lugar onde há dedos espalhados pelo chão e, quais câmaras de vigilância, demónios que nunca experimentaram a morte. Ou astronautas cortados ao meio, a fazer guarda de honra ao Demónio da Escuridão.

Neste volume onde o Natal se cruza com o Halloween, numa edição que parece ter sido desenhada por um Giger num banho de mescalina, assistimos a um combate épico entre o nosso Motoserra e o Fazedor de bonecos, com direito a tiradas tão cerebrais quanto esta: “Mesmo depois de aprofundar os meus conhecimentos com o poder da escuridão, ainda não consigo entender as acções de um idiota”. Uma série que continua a rolar em velocidade cruzeiro.
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