A Nuvem de Letras publicou três títulos dedicados às aventuras e desventuras do Cão Pulgão que, em França, é conhecido por Chien Pourri, com grande sucesso juntos dos leitores mais jovens. As façanhas deste cão que vive na rua, na companhia do seu amigo Gato Chato e de outros desordeiros, foram adaptadas a uma série televisiva.

“Cão Pulgão” (Nuvem de Letras, 2025) é um livro bem-humorado para ler nestes dias de Verão, nomeadamente para quem começa as suas primeiras leituras. Cão Pulgão “nasceu num caixote do lixo e os rumores que correm sobre ele não têm fim: foi abandonado pelos pais, cheira a sardinha e confunde a direita com a esquerda (…), está repleto de pulgas e nunca se desloca sem o seu clube de fãs de moscas”. Pulgão sonha em ter um dono que goste dele e lhe ofereça biscoitos. O seu amigo avisa-o que, para encontrar um dono, terá de percorrer mundo, o que não será tarefa fácil. Cão Pulgão aceita o desafio e inicia a sua aventura, mas acaba por seguir dois pombos “que toma por possíveis donos”, até encontrar um homem que diz aceitar ser seu dono, mas não pelas mais nobres razões: “sempre podes guardar a casa. Feio como és, vais assustar quem passa”. Será que o Cão Pulgão conseguirá encontrar um dono que lhe ofereça biscoitos e outras guloseimas?

“Cão Pulgão vai à escola!” (Nuvem de Letras, 2025) dá continuidade à aventura deste canino, que tem um clube de fãs de moscas, e do seu fiel amigo, o Gato Chato. Desde que nasceu, o Cão Pulgão “devorou cento e cinquenta e sete salsichas estragadas, bebeu três litros e meio de lixívia e quase se envenenou com mata-ratos”. Acidentes que se devem a não saber ler as etiquetas do seu caixote do lixo, o que o leva a tomar uma decisão: vai para a escola. Logo na primeira aula, a professora chama-o ao quadro. Será que conseguirá responder aos desafios? E no recreio, como se relacionará com os seus colegas?

O Verão chega, o calor aperta e o “Cão Pulgão vai à praia!” (Nuvem de Letras, 2025). “Morre de calor, o Gato Chato morre de sede e as moscas caem que nem tordos”. Talvez a solução para tão grande sofrimento esteja na Colónia dos esquecidos, para todos os esquecidos nas férias. Dirigem-se assim para a costa francesa, em busca de umas merecidas férias, mas quando chegam à porta da Colónia encontram, na porta, um aviso: “Completo”. E agora, o que fazer?
As magnificas ilustrações minuciosas ampliam o texto e dão ênfase à narrativa hilariante e irónica das divertidas aventuras do Cão Pulgão, o anti-herói encantador, inocente e bem-disposto. O traço de Marc Boutavant, com imensos detalhes, faz recordar o universo da banda desenhada.

Colas Gutam começou a contar histórias no 5º ano. Tudo partiu de uma composição, cuja única premissa era usar a palavra «mosca». Alguns anos mais tarde, escreveu o seu primeiro livro: “Rex, ma tortue”, vencedor do prémio Mille Pages 2006. Continuou a explorar a infância e a adolescência em “Journal d’un garçon”, “Rose” e em “L’enfant”, que lhe valeu o prémio Sorcières na categoria de primeiras leituras. Em 2013 inventou uma personagem – e uma série – tão hilariante quanto cativante: Cão Pulgão, cujas ilustrações são confiadas a Marc Boutavant. É o início de uma grande aventura que até à televisão francesa foi parar.
Marc Boutavant nasceu em Dijon e é ilustrador e artista gráfico. Em 2022 foi-lhe atribuída a distinção Grande Ourse, pelo SLPJ de Montreuil.











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