Muneyuki Kaneshiro (história) e Yusuke Nomura (ilustrações) continuam a servir-nos, neste “Blue Lock 5” (Distrito Manga, 2025), qualquer coisa como um Tsubasa 2.0, revisto e aumentado. A amplitude quilométrica dos campos de futebol de Tsubasa deu lugar a relvados de laboratório, decididos a criar o melhor avançado de todos os tempos e, com isso, levar o Japão a conquistar o Mundial de Futebol – sonhar não custa e, se Portugal foi campeão europeu com Fernando Santos e um golaço do Éder, o céu é mesmo o limite.

Com 15 minutos na segunda parte, o jogo entre as equipas Z e V continua ao rubro, com muitos insultos e provocações pelo meio. A equipa Z joga com 10 desde muito cedo, e tudo parece perdido quando Nagi obtém o empate para a equipa V, acordando de uma contínua letargia: “Afinal o futebol até tem o seu interesse”.
Os jogadores da equipa Z não perdem a esperança, sobretudo quando Isagi descobre finalmente a sua arma, a que está associada alguma capacidade de vidência: a consciência espacial. Acompanhamos também, em mais um flashback, a história de Kuon e o sonho precoce de representar o Japão, ele que num gesto altruísta – e aparentemente algo parvo – atira o seu apuramento às urtigas para tentar que a equipa Z consiga o milagre do apuramento.

Este quinto volume prepara ainda o lançamento da prometedora segunda fase da selecção, que culminará com um estágio com os melhores do mundo. Até lá, os desafios serão agora individuais, uma vez que o jogo de equipa já era. Bola ao meio e pontapé de saída para o sexto volume (já disponível nas livrarias).











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