Continuamos a acompanhar, quais nerds em contagem decrescente para a Comic Con, a louca adaptação que Grant Morrison fez do enigmático Homem-Morcego. “Batman: Volume 3” (Devir, 2025) mantém a saga em bom nível, trazendo para a conversa o Terceiro-Homem – ou Adormecido, como prefere ser agora nomeado -, que diz ter caminhado desde o Inferno para contar um segredo sobre ele e o Batman.
Por falar em Batman, ou melhor, em Bruce Wayne, as revistas falam numa relação escaldante com Jezebel Hut, que parece conseguir arranhar para lá da superfície: “Porque é que estou sempre a ver… a máscara de um homem, Bruce?”.
Neste volume, Batman ver-se-à confrontado pelos seus duplos – Adormecido, Branca e Muller -, mas há razões de sobra para uma leitura atenta: o Ritual de Thorgal, uma das mais avançadas e perigosas formas de meditação, que serve também para simular a morte e a pós-morte; a experiência levada a cabo pelo governo e o exército, que andavam a treinar homens para tomar o lugar de Batman; ou os livros de casos pretos de Batman, uma espécie de terapia diarística aconselhada pelo inestimável Albert. Em cena entram também o sádico Doutor Hurt e a organização Black Glove, que prometem tomar de assalto os próximos volumes.
Para o final, além de uma cena que parece ter inspirado – ou ter ido buscar inspiração – ao filme Zoolander e à canção “Relax”, há ainda uma definição certeira da modernidade heróica – ou da vilanagem – pelo mordomo de serviço: “É uma era de supercrime à American Idol com igualdade de oportunidades, menino Tim. Qualquer Zé-Ninguém com um estojo de maquilhagem e síndrome de Tourette descontrolada se julga o próximo Joker”. A acção continua nos próximos volumes, já disponíveis nas livrarias.











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