Já são conhecidas as novidades do Grupo Porto Editora para o primeiro quadrimestre, entre ficção, não ficção, poesia ou clássicos.

Entre as novidades em português, destacamos duas novas vozes: em “Telhados de Vidro”, Rute Lourenço acompanha uma actriz de sucesso cuja vida pessoal esconde uma relação marcada pela violência doméstica. Em “Sem Perdão”, André Neves Braga conta-nos como uma noite de celebração se transforma num confronto inesperado. Um thriller sobre um instante que muda tudo.

Rui Zink regressa com “OLGA Salva o Mundo”, romance que cruza investigação policial, linchamentos públicos e desinformação. A narrativa aborda o impacto da inteligência artificial na manipulação da opinião pública e questiona a noção de justiça popular.
“As Rosas de Barbacena” é o novo romance de Alberto S. Santos. Uma ficção histórica que nos leva numa viagem no tempo até à cidade-manicómio de Minas Gerais, no Brasil.

Da literatura hispânica chegam às livrarias os mais recentes livros de Leonardo Padura, que explora os traumas da guerra em “Morir en la Arena“, e de Rosa Montero, com os perigos da inteligência artificial (“Animais Difíceis”).

A colecção Escrever é Traduzir recupera “Gigi”, de Colette, traduzido por José Saramago, trazendo ao público português a delicadeza e a sensibilidade da autora francesa. Entre as estreias e regressos internacionais, destacam-se Jean-Baptiste Andrea, Prémio Goncourt 2023, com “Des Diables et des Saints” e Julia R. Kelly com “A Oferenda do Pescador”, uma narrativa marcada por tensão e atmosfera cuidada. “Os Nomes” é o aclamado romance de estreia de Florence Knapp, uma história comovente sobre o peso que o nosso nome pode ter na vida de cada um; uma narrativa poderosa sobre identidade, trauma, escolhas e legado familiar.

A Livros do Brasil reforça o seu catálogo de grandes clássicos da literatura universal, dando destaque à obra de Thomas Mann. Em Janeiro, “A Montanha Mágica” regressa às livrarias numa nova edição, ao mesmo tempo em que se publica, pela primeira vez em volume independente, a novela “Desordem e Primeira Paixão”. “Os Buddenbrook” chega em Março.

Da Nobel Annie Ernaux, é agora editado “O Uso da Fotografia”. Outra voz feminina poderosa apresentada pela chancela é a da autora turca Tezer Özlü, com o romance “As Noites Frias da Infância”. Na colecção Contemporânea, chega ainda “Debaixo de Água”, livro de estreia de Tara Menon, que recria o devastador tsunami de Dezembro de 2004 com sensibilidade e emoção.
Na não ficção, a Porto Editora publica “Henrique, o Navegador”, de Erika Fatland, uma viagem pelos lugares e vestígios que revelam a história da presença portuguesa pelo mundo. Na chancela Ideias de Ler, Miguel Herdade estreia-se com “Gente como Nós”, uma reflexão sobre desigualdade social e educação que convida a questionar o que significa nascer em vantagem ou enfrentar obstáculos desde cedo.

O panorama político global está também em destaque. “Como sobreviver ao Trumpismo?”, de João Maria Jonet e Maria Madalena Freire, analisa tensões e polarizações, enquanto “As Novas Armas da Guerra”, de Cátia Moreira de Carvalho e Vitaliy Venislavskyy, mostra como os conflitos modernos se reinventam. Michael Dillon, em “We Need to Talk About Xi”, desvenda a complexidade de Xi Jinping e a influência da China no mundo, combinando investigação rigorosa e contexto histórico.
Sanna Marin partilha em “Esperança em Ação: O futuro pertence-nos” a sua experiência de liderança jovem, oferecendo uma visão inspiradora sobre mudança social e política. Cristina Amaro regressa com “Inspirar Pessoas, Afirmar Portugal”, obra que reúne reflexões de vários empresários sobre como transformar ideias em impacto real no país.

“O Cérebro em Evolução”, de Paul Goldsmith, conduz o leitor pela história da mente humana e explica como fatores biológicos, genéticos e ambientais moldaram o pensamento e o nosso comportamento. António Pedro Mendes, com “Emagrecer com Ciência”, oferece uma abordagem fundamentada para compreender melhor o corpo e os seus processos.
Para 2026, a chancela Albatroz traz novas publicações que prometem inspirar e provocar reflexão. “Estás Zangado Comigo?”, de Meg Josephson, propõe uma abordagem compassiva para nos libertarmos da preocupação com o que os outros pensam. Em “90 Minutos no Céu”, Don Piper narra a experiência de quase-morte que transformou a sua vida, e mostra como a fé e a resiliência podem surgir nos momentos mais inesperados. “O Poder da Autoestima”, de Patrícia Gonçalves, ajuda o leitor a compreender padrões que moldam a auto-confiança.

Do terceiro livro de poemas de Alexandre O’Neill, “Abandono Vigiado”, à prosa inimitável da primeira obra de José Rodrigues Miguéis, “Páscoa Feliz”, a Assírio & Alvim reserva para este início de ano vários livros de autores portugueses e estrangeiros, entre novas e reconhecidas vozes.
Olhando para os seus vinte anos de publicação, Rui Lage dá-nos a ler uma antologia pessoal, “Física Espiritual”, que marca o mês de Janeiro. Outra antologia imperdível é a reunião da obra de José Alberto Oliveira, “Poesia”, uma homenagem a um querido autor que nos deixou em 2023, apresentando-o a novos e antigos leitores.
Nas estreias da colecção Poesia Inédita, esta chancela apresenta o livro de Bernardo Maria Salgado (“77 Sonetos para Um Ensaio Geral”), jovem autor que tem desenvolvido de alguns anos a esta parte uma reinvenção inquietante da forma do soneto. E ainda o segundo livro de Ana Isabel Mouta, “Alçapão”, depois da sua estreia que muito nos entusiasmou.

Olhemos, por último, para as novidades estrangeiras com a poesia completa de Georg Trakl, “Crepúsculo de Outono”, pela mão do seu tradutor de sempre João Barrento, ou a reunião dos diários de viagem e alguns poemas em prosa de Matsuo Bashô, em “Diários de Viagem”, vertidos para português por Jorge Sousa Braga.

Há muitas aventuras à espera dos leitores mais jovens, com protagonistas já conhecidos e muitos para conhecer. O ano de 2026 é o ano do aguardado segundo volume da série Criaturas Impossíveis, de Katherine Rundell, com o lançamento de “Criaturas Impossíveis: O Rei Envenenado”.
Maria Inês Almeida apresenta “Os Walkers”, uma colecção que combina aventura e humor, com uma linguagem próxima dos jovens e personagens que despertam curiosidade. “O Gangue dos Cavaleiros”, de Sofia Pereira, promete prender a atenção dos mais novos do início ao fim.











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