Após a publicação de “Procura-se Assistente Sem Medos” e “O Mistério dos Dentes Desaparecidos” (ler críticas), série criada pela dupla Magdalena Hai (textos) e Teemu Juhani (ilustrações), a Nuvem de Letras fez chegar às livrarias, em formatos diferentes, mais dois volumes das aventuras da pequena e curiosa Nina – uma dentro e outra fora de portas, desta loja de visita obrigatória.
“O Abominável Homem das Neves” (Nuvem de Letras, 2024) passa-se no meio de um estranho nevão, que apenas parece afectar a loja onde Nina trabalha. Para solucionar o mistério, Nina faz-se valer da ajuda do Sr. Chanfrado e do Patrício, numa expedição à loja congelada onde se irão deparar com ogres dos dentes em meias de lã, traças-dos-livros-de-terror e um monstro bem-intencionado mas muito trapalhão, que, quando confrontado sobre a sua identidade, responde ao estilo do romeiro de Frei Luís de Sousa: “Não sou ninguém”.
Com um twist peludo, este terceiro capítulo da série mostra-nos que tudo está bem quando acaba com chocolate quente, reservando a um dos personagens o mesmo destino do bardo e da sua harpa em Astérix e Obélix.

Quanto a “O Caso da Caveira de Cristal” (Nuvem de Letras, 2025), chega-nos no clássico formato de álbum de banda desenhada. Para além dos suspeitos – e protagonistas – do costume, há espaço para “alguns piratas horripilantes”, que irão disputar uma regata com vários momentos aterrorizadores pelo caminho – monstros marinhos, furacões de tubarões e uma passagem pelo Vale Tenebroso -, ficando o vencedor com a Caveira de Cristal.
Porém, quando esta é roubada antes da regata chegar a bom porto, Nina e Patrício entram em jogo para descobrir qual das tripulações terá sido a responsável pelo furto, numa investigação onde Nina terá espaço para brilhar.

Pelo caminho servem-se, em páginas duplas super pormenorizadas, descrições visuais de todos os tipos de embarcações – caravelas, naus, galeões, fragatas… -, um festim ilustrado que poderá ser acompanhado por iguarias como crepes de aranha, wok de vampiro ou kebab da morte. Há espaço para um herói acidental, fechando-se a loja em estilo mantra: “Não se pode julgar um pirata pelo cheiro”.
Recomendada para miudagem a partir dos 7 anos, A Pequena Loja dos Sustos poderá ser uma série de iniciação à leitura, que mistura histórias com humor, um toque de sobrenatural e ilustrações cativantes, num certo piscar de olho ao universo da banda desenhada.











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