Depois de um primeiro e sensacional volume, “A Bela Casa do Lago: Volume Dois” (Devir, 2025) confirma esta como uma das melhores novas séries que chegaram às livrarias no recentemente finado ano de 2025, editadas originalmente na colecção Black Label da DC Comics.

Neste segundo capítulo, James Tynion IV troca as voltas ao leitor e à narrativa, intercalando a história no presente com revisitações ao passado e, sobretudo, com flashes de um futuro mais ou menos próximo. Nesses diários confessionais, sempre em tons vermelhos e laranjas, as personagens dizem de sua justiça numa cela com ar pouco confortável, dando à série um espírito de Inception meets Interstellar até agora adormecido. Uma dessas confissões vem de Norah, que mostra o seu desagrado com Walter: “Só conheci a versão da minha vida em que tu meteste as mãozinhas e fizeste de marionetista”.
Depois de instalados por Walter na bela casa do lago, afastados de um mundo que parece não mais existir – algo que desconhecem por lhes ter sido tirada a memória -, o grupo de amigos e conhecidos tenta construir uma antena para comunicar com o exterior, mas o grande avanço dá-se quando se dedicam a projectar novos edifícios para aumentar o complexo.

O destino das personagens parece recair em Norah, uma habitante do outro lado do espelho, que conseguirá convencer Walter a colocar nas mãos de todos o seu próprio destino – e o de todos eles. Walter que, vai-se a ver, troca as voltas ao próprio leitor, lançando o mote para os próximos volumes: “Aqueles foram os primeiros dias. Os dias fáceis. Eles demoraram apenas alguns meses a aceitar criar uma vida na casa. Demorariam mais a perceber que teriam de lutar para a manter”. Temos série.











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