Quem diria que, chegados a “Boa Noite, Punpun 6” (Devir, 2026), entraríamos numa onda de Bonnie & Clyde à japonesa?
A vida parecia, finalmente, correr de feição a Punpun, agora reunido com Aiko, o seu amor de infância. O agora casal planeava partilhar casa, adicionando até um cão à equação, mas a visita à casa da mãe de Aiko acaba por se revelar trágica, obrigando a dupla a uma fuga que tem tudo para acabar mal.

Nanjo, preocupada com Punpun, deixa as ilustrações de lado e parte numa demanda existencial, compreendendo que pouco ou nada sabe sobre esta reservada e misteriosa personagem que, a certa altura, recebe uma descrição que acerta na mouche: “Ele é do tipo que é tão atencioso, que faz tudo ao contrário”.
Entretanto, o fim do mundo como o conhecemos parece estar cada vez mais perto, com as seitas de maluquinhos a cerrarem fileiras em torno do tipo das boas vibrações, preocupado com as manchas solares do planeta. De acordo com Pegasus vem aí o 7 de Julho, dia em que a Via Láctea e a esperança se vão cruzar. O destino do planeta – e de Punpun – vai decidir-se no 7º e último volume da série. Veremos que grand finale nos reserva Inio Asano.











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