Andam à procura de um thriller com fantasmas, magia e com o qual aprendam algo sobre os rios da capital inglesa? Pois bem, “Rios de Londres” (Singular, 2026) é livro para preencher todos esses requisitos.
Assinado por Ben Aaronovitch, que trabalhou como argumentista em séries televisivas como Doctor Who e Casualty – além de ter sido livreiro na Waterstones -, este é o primeiro livro de uma nova série que tem como protagonista o agente Peter Grant, bem secundado pela sua colega Lesley.
Peter Grant tem, como sonho, trabalhar para a Polícia Metropolitana de Londres. O seu supervisor desenhou, porém, um plano diferente, integrando-o na estranha Unidade de Progressão de Casos, cujo papel é “fazer a papelada para o agente policial sobrecarregado, para que este ou esta possa voltar às ruas para ser insultado e levar com cuspidelas e vomitado”.
A vida de Grant irá mudar quando se depara com um homicídio intrigante, no qual acaba por recolher o testemunho de uma testemunha ocular que é, na verdade, um fantasma. Um super-poder que o faz cair nas boas graças do inspector-chefe Thomas Nightingale, que investiga, um pouco à margem da lei, crimes relacionados com o mundo da magia e o sobrenatural. O homicídio revela-se, afinal, o primeiro de muitos, cabendo a Peter Grant seguir as pistas que envolvem deuses – sobretudo deusas -, feitiços e juramentos.
“Rios de Londres” tem os seus altos e baixos – e alguns comentários que poderiam estar num manual do bom patriarcado -, ficando no ar a ideia de que terá de subir a fasquia para se manter vivo no concorrido mundo da edição. Seja como for, não deixa de ser uma boa aula sobre os rios de Londres.











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