Foi uma das grandes edições mangá de 2025, aterrando nas livrarias numa edição em grande formato, com papel a preceito e convidando à leitura no sentido oriental (da esquerda para a direita). “Akira 1” (ler crítica), clássico maior do cyberpunk (Distrito Manga, 2025), foi o primeiro volume da obra-prima do japonês Katsuhiro Otomo, uma história pós-apocalíptica que tinha início desta forma: “No dia 6 de Dezembro de 1982, às 14h17, deu-se o lançamento de um novo modelo de bomba na região de Kanto, no sudeste do Japão”. Nove horas depois estalava a Terceira Guerra Mundial, um conflito com efeitos devastadores, que se fazem ainda sentir em 2019, ano em que decorre a acção de Akira.
Em “Akira 2” (Distrito Manga, 2026), com Tetsuo cada vez mais confiante nos seus poderes, a equipa científica responsável pelo actual estado de sítio não tem dúvidas: “Não podemos correr o risco de criar um segundo Akira”.
Com o dia do despertar cada vez mais próximo, segundo previsões da sacerdotisa Miyako, Kei, por momentos possuída pelo espírito de uma criança velha, tenta sem sucesso matar Tetsuo, prendada com a capacidade de teletransporte, o que faz com que consiga atravessar barreiras físicas. Criança velha que faz trio com duas outras, e que têm – ou terão tido em tempos – os mesmos poderes de Tetsu, precisando de um veículo para impedir que Tetsuo, movido também por alguma curiosidade, desperte Akira.

Katsuhiro Otomo continua a conduzir o leitor para uma teia feita de conspirações militares, experiências secretas e poderes psíquicos devastadores. Neste volume, após ter-nos apresentado à cidade de Neo-Tóquio, conduz-nos a um laboratório secreto, cheio de níveis e sub-níveis, numa missão entre alguma soberba e muita curiosidade, onde um convencido Tetsuo quer chegar perto de Akira.
A acção continua a estar para além de qualquer Missão Impossível, à boleia de uma incrível organização espacial, em vinhetas onde a sensação de velocidade vai muito para lá da permitida por lei. Um volume que nos deixa a salivar pelo terceiro capítulo, sobretudo depois de termos ouvido estas palavras: “Ele acordou”.











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