Depois da publicação de “Bebé Barriga”, a Orfeu Negro fez chegar às livrarias mais dois títulos da série Uma família é como uma história, escritos e ilustrados por Aurore Petit, que se vêm juntar à indispensável colecção Orfeu Mini, chancela para os mais novos criada pela Orfeu Negro.
Em “A Minha Irmã é Uma Diplodoco” (Orfeu Negro, 2026), a irmã muito aguardada no álbum “Bebé barriga” acaba de nascer, para grande alegria do irmão que lhe toca guitarra, oferece um peluche ou lhe mostra o quarto, que partilhará com ele a certo momento.

A disponibilidade do irmão para ajudar acaba, porém, por ter de ser refreada pela mãe, já cansada de repetir “não” a cada inocente diabrura do filho, que começará a sentir a tristeza de ter deixado de ser o único – e por a irmã não comer cereais de chocolate ou não conseguir (ainda) pedalar na bicicleta. Isto até decidir, com alguma raiva e frustração, vestir a pele de um tiranossauro, que na acalmia fará com que olhe para a irmã como um diplodoco que tem de ser protegido. Se querem saber ou já não se lembram da sensação de ter uma irmã mais nova, este livro mostra quase tudo.

Quanto a “Crescida!” (Orfeu Negro, 2026), mostra-nos uma bebé que, de repente, já tem três anos, sentindo-se capaz de fazer tudo sozinha: “Já sou crescida. Sei contar. Tenho 1 umbigo, 2 braços, 2 orelhas, 2 pernas!”.
Decidida a comprovar a sua autonomia, leva pela mão o pequeno leitor numa visita guiada pelo seu desarrumado quarto, os rituais do banho e de fazer café, as brincadeiras e os banhos de espuma, mas também a conhecer o irmão mais velho, o papá e a mamã e o seu lugar de honra no sofá, atribuindo pelo caminho um muito pessoal significado à palavra “sozinho”.

Em ambos os álbuns, sobressaem as cores vibrantes, quase néon, das capas e contracapas, explosão de cor que se vê transportada para o interior. Há uma atenção particular dada aos muitos objectos da casa, muitos deles em estado desarrumação, que chega muitas vezes de planos aéreos, como que mostrando ao leitor uma planta familiar onde reina a alegria de uma família em construção. Dois álbuns ideais para irmãos em tenra idade.











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