Curtas da Estante é uma rubrica de divulgação do Deus Me Livro.
Sobre o livro
Na Roménia comunista, com o seu legado multi-étnico, cuja diversidade é uma riqueza silenciada, o destino aproxima Lev – um rapaz acamado – de Kato, uma rapariga que gosta de desenhar e veste demasiado cedo o casaco da solidão. Kato vai ajudar Lev com a matéria das aulas, mas o que começa como um gesto imposto pela escola torna-se, para ambos, uma amizade inesperada que devolve a Lev a saúde e oferece a Kato um lugar onde finalmente pode repousar.
Anos depois, já adultos, os caminhos de sempre continuam a chamar por Lev, como um pássaro que não tem coragem de sair da gaiola mesmo com esta aberta, enquanto Kato voou e partiu para o Ocidente, à procura de um horizonte mais vasto. O que os une agora são apenas os postais que ela lhe envia – pequenas janelas para vidas que poderiam ter sido partilhadas. Até ao dia em que chega um postal de Zurique, com uma pergunta simples e desarmante: «Quando vens?» E então reabre-se a porta para o passado, vivo, íntimo, incontornável.
Este é um romance luminoso sobre a forma como duas vidas podem tocar-se e transformar-se para sempre, em que a memória se entrelaça com a História, e cada gesto, cada silêncio e cada paisagem – até cada clareira na floresta – transporta a polifonia de um país e as vidas daqueles que sobreviveram aos regimes e às suas fragilidades com a força dos laços humanos e dos reencontros.
Sobre a autora
Iris Wolff, nascida no período da Cortina de Ferro, na Transilvânia, em 1977, emigrou para a Alemanha em 1985 e mora em Freiburg im Breisgau. É uma escritora premiada cuja obra transporta o leitor para o coração da sua antiga terra natal. O destino dos que ficam e daqueles que escolhem emigrar é o tema constante e poderoso que permeia seus romances. “Além de Clareiras” (2024, agora editado em Portugal), é ainda autora de outros quatro romances. Bestseller na Alemanha, a sua obra foi traduzida para diversos idiomas, recebeu ampla aclamação e inúmeros prémios literários, incluindo o Prémio Marie-Luise-Kaschnitz; o Prémio Literário de Solothurn; o Prémio Chamisso de Dresden (2023), para uma obra literária baseada na experiência de um migrante que contribui para o intercâmbio europeu; o Prémio de Literatura da Fundação Konrad Adenauer (2025), que homenageia escritores que dão voz à liberdade; o Prémio Spycher e o Prémio Uwe-Johnson, para obras literárias de destaque; e nomeações para o Prémio do Livro da Baviera e o Prémio do Livro Alemão.
Editora: Dom Quixote











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