Enquanto o diabo esfrega o olho, o NOS Alive vai atirando nomes para o cartaz da edição de 2027, que irá decorrer no Passeio Marítimo de Algés nos dias 8, 9 e 10 de Julho. Por aqui já tínhamos avançado com as confirmações dos Tame Impala e dos The Strokes, mas há muitos nomes para apresentar com mais pompa do que circunstância: Faith No More, James Blake, Beirut, Myles Smith, Sombr e The Neighbourhood juntaram-se a um cartaz que começa a ficar composto. Fica a actualização ao programa de festas, enquanto o nosso cérebro Dj vai pondo a tocar o banger “Autocarros à Direita”, sonhando também com Charli XCX a desfilar no Palco NOS – será pedir muito?
9 JULHO, PALCO NOS
Formados em São Francisco, em 1979, os Faith No More revolucionaram o panorama musical ao desafiar convenções e cruzar géneros tão distintos como o heavy metal, o funk, o hip-hop e o rock progressivo. Desta fusão nasceu uma identidade sonora inconfundível, que ajudou a abrir caminho a novas abordagens dentro do rock e a consolidar a banda como uma das referências incontornáveis do género musical.
O álbum de estreia, “We Care a Lot”, lançado em 1985, apresentou ao mundo a energia crua do grupo, marcada pelos vocais incisivos de Chuck Mosley e pela guitarra de Jim Martin. Dois anos depois, “Introduce Yourself” aprofundou a identidade de Faith No More, explorando o encontro entre rap e metal e demonstrando a capacidade da banda e dos seus integrantes para transformar influências distintas numa sonoridade coesa e inovadora. Foi, contudo, com “The Real Thing”, em 1989 – e já com Mike Patton como vocalista – que a banda alcançou projecção internacional. Impulsionado pelo single “Epic”, um dos maiores êxitos da sua carreira, o álbum levou a fusão de estilos dos Faith No More a uma audiência global e afirmou-os como uma das forças mais marcantes do rock no final dos anos 80 e início dos anos 90.
Seguiram-se os álbuns “Angel Dust” (1992), “King for a Day… Fool for a Lifetime” (1995) e “Album of the Year” (1997). Em 1998, a banda anunciou a sua separação, encerrando temporariamente um capítulo decisivo na história de Faith No More e do rock alternativo.
O reencontro com os palcos aconteceu em 2009, com uma digressão de reunião que voltou a aproximar a banda dos seus fãs. Em 2014, os Faith No More lançaram o single “Motherfucker”, antecipando “Sol Invictus”, editado em 2015 – o primeiro álbum de estúdio do grupo em 18 anos. 2027 será o ano do tão desejado regresso aos palcos pelos seus muitos fãs.
10 JULHO, PALCO HEINEKEN
“Trying Times”, o sétimo e mais recente álbum de James Blake que apresenta no NOS Alive’27, é o seu trabalho mais pessoal até ao momento, um reflexo profundamente íntimo, comovente e sonoramente inventivo. Ao longo dos 13 temas do álbum, Blake explora a instabilidade de viver num momento histórico de profundas mudanças. Com uma honestidade e uma sensibilidade extraordinárias, exprime o enorme desgaste mental e emocional provocado pela realidade actual, mas também mostra como o amor, a amizade e os pequenos gestos quotidianos de bondade que definem essas relações podem servir de conforto.
O primeiro – e homónimo – álbum de James Blake foi lançado em 2011, tendo chegado ao top 10 do Reino Unido e sido nomeado para o Mercury Prize, prémio que viria a conquistar dois anos depois com o seu segundo álbum, “Overgrown”. Ao longo de seis álbuns de estúdio, o artista consolidou a sua posição como um dos músicos mais importantes e influentes da sua geração.
O seu trabalho como compositor e produtor versátil, com uma forte vocação para a colaboração, tem sido igualmente notável. Ao longo da carreira, trabalhou com artistas como Beyoncé, Frank Ocean, SZA, Rosalía e Kendrick Lamar, contribuindo para alguns dos discos mais marcantes da nossa época.
8 JULHO, PALCO NOS
Liderado pelo compositor e multi-instrumentista Zach Condon, Beirut é um projecto singular que combina indie folk, pop orquestral e influências musicais de diferentes geografias, numa sonoridade marcada pela riqueza melódica, pela intimidade e por um espírito de descoberta constante. Desde “Gulag Orkestar”, o aclamado álbum de estreia editado em 2006, o projecto tem construído um percurso artístico que cruza culturas, memórias e paisagens sonoras.
Depois de “Hadsel”, editado em 2023, Beirut regressou aos estúdios para gravar “A Study of Losses”, lançado em 2025. Composto por 18 temas e inspirado na obra “An Inventory of Losses”, de Judith Schalansky, o álbum explora a fragilidade da memória, o desaparecimento e a preservação, expandindo o universo musical do projeto através de elementos corais, ambientais e da música antiga, sem perder a identidade melódica que caracteriza a música de Zach Condon.
Ao longo de quase duas décadas, Beirut tem construído uma obra onde a nostalgia convive com a reinvenção, transformando referências de diferentes culturas em canções intemporais, de grande sensibilidade e profundidade emocional.
10 JULHO, PALCO NOS
Desde 2024, ano em que se destacou internacionalmente com “Stargazing”, Myles Smith tem vindo a afirmar-se como uma das vozes mais marcantes da nova geração da música britânica. Com canções de letras emocionais e directas e uma presença em palco cativante, o artista tem conquistado rapidamente públicos em todo o mundo.
O sucesso de “Stargazing” marcou o início de uma ascensão meteórica. Em 2025, Myles Smith foi distinguido com um Ivor Novello Award, um dos mais prestigiados prémios de composição do Reino Unido. Nesse mesmo ano, lançou “Nice To Meet You”, tema que se tornou a canção mais tocada nas rádios, televisões e espaços públicos do Reino Unido.
Vencedor do BRIT Rising Star, Myles Smith lançou, em junho de 2026, o seu álbum de estreia, “My Mess, My Heart, My Life”. O disco representa o seu trabalho mais pessoal até à data, explorando temas como o amor, a incerteza e a procura por ligação e pertença, e reforçando a vulnerabilidade e abertura emocional que, desde o início, aproximaram o artista do público.
Depois de conquistar uma audiência global e de se afirmar como um dos nomes em maior ascensão da música britânica, Myles Smith prepara-se agora para a sua primeira digressão por arenas no Reino Unido, que arranca em Nottingham, em Novembro, e inclui um concerto com lotação esgotada na O2 Arena, em Londres.
10 JULHO, PALCO NOS
Nova-iorquino de 20 anos, Sombr chega ao NOS Alive’27 com o título de sucessor natural da geração Z no universo do rock, mantendo a sua criação musical apenas consigo – é o único compositor (e co-produtor) das suas canções. Autodidacta, descobriu a sua voz num estúdio improvisado no seu quarto, no bairro de Lower East Side, e aprendeu a produzir música enquanto estudava música clássica e interpretação vocal, na prestigiada escola LaGuardia High School.
Em 2025 foi “back to friends” que catapultou sombr no mundo musical, chegando a número 1 no Spotify e entrando no Top 10 da Billboard Hot 100 em sétimo lugar e, desde este lançamento, dominou o top Alternative Radio durante cinco semanas. Foi também em ’25 que o artista lançou o seu álbum de estreia, “I Barely Know Her”, um fenómeno que ainda faz furor um pouco por todo o mundo.
Numa sonoridade melancólica, com uma mistura entre o pop e o indie, as suas letras falam sobre o amor na juventude com vulnerabilidade e profundidade arrebatadoras, o que impulsionou ainda mais a sua ascensão mundial.
Ao longo do último verão, sombr destacou-se em inúmeros festivais de música pela América do Norte, Reino Unido, Europa, Austrália e Nova Zelândia, chegando finalmente a Portugal em 2027.
8 JULHO, PALCO NOS
A banda californiana esteve em Portugal a 12 de Setembro para apresentar o seu mais recente álbum, ((((((ultraSOUND)))))), lançado em Novembro de 2025, que marcou o regresso do grupo aos palcos após uma pausa de três anos. O trabalho mantém a atmosfera sombria e melancólica que define a identidade sonora dos The Neighbourhood, ao mesmo tempo que reafirma a fusão entre indie rock, alt-rock e pop que os tornou uma das bandas mais reconhecidas da sua geração.
Formados em 2011, os The Neighbourhood rapidamente conquistaram um lugar de destaque na cena indie internacional. Em 2013, editaram o álbum de estreia “I Love You”, que inclui “Sweater Weather”, um dos maiores êxitos da banda e um fenómeno global. O tema chegou ao primeiro lugar da tabela Alternative da Billboard e, mais de uma década depois, continua a ser uma das canções mais emblemáticas da sua discografia.
A ascensão da banda prosseguiu com “Wiped Out!”, editado em 2015, seguido de “The Neighbourhood” (2018) e “Chip Chrome & The Mono-Tones” (2020), consolidando uma sonoridade e uma estética muito próprias.
O regresso aos palcos aconteceu com a “THE WOURLD TOUR”, a maior digressão mundial da banda até à data, que passou por alguns dos mais emblemáticos recintos internacionais, incluindo o Madison Square Garden, The O2, Barclays Center, Kia Forum e MEO Arena.
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Promotora: Everything is New











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