Já são conhecidos os primeiros 19 nomes do cartaz do Meo Kalorama 2026, festival que regressa ao Parque da Bela Vista (Lisboa) nos dias 28, 29 e 30 de Agosto do próximo ano. Turnstile, Deftones e Robbie Williams chegam-se à frente como cabeças de um cartaz onde descobrimos, também, boa gente como Clipse, Wednesday ou Freddie Gibbs & The Alchemist.

Os bilhetes estão à venda em meokalorama.pt, lojas MEO e nos locais habituais. Até às 12h00 de dia 16 de Dezembro, o passe geral tem o valor de 95€, e a partir dessa hora passa para 120€. O Pack Friends, que permite comprar 6 passes gerais pelo preço de 5, fica disponível a 16 de dezembro pelo valor de 600€.
Em agosto, o Parque da Bela Vista vai receber uma das maiores promessas cumpridas da pop britânica. Robbie Williams traz ao MEO Kalorama uma colecção de hits que cruzam várias gerações.
Também os Deftones são um caso ímpar de sucesso. Precursores do nu-metal durante os anos 90, editaram este ano “Private Music”, disco que catapultou o grupo norte-americano para aquela que é a melhor fase da sua carreira, após ter sido redescoberto por uma nova geração de fãs que abraçaram a banda como sua.
Os Turnstile são maiores do que qualquer rótulo que a crítica lhes tenta colocar. Em 2021, arriscaram tudo e lançaram “Glow On”, trabalho que transformou a cultura hardcore num fenómeno de massas – e que levou a banda de Baltimore para novos patamares. Actualmente, são um dos acts mais celebrados da música de guitarras, donos de vários hinos cujas mensagens apelam directamente a uma nova geração que, em todos os concertos, canta “I want to thank you for letting me be myself”.
Os Clipse foram um supergrupo antes de o ser. A dupla de hip hop responsável por lançar as carreiras musicais dos irmãos Gene “Malice” e Terrence “Pusha T” Thorton regressou este ano às edições com o disco “Let Gos Sort Em Out”. Produzido por Pharrel Williams, conta com colaborações de John Legend, Kendrick Lamar e Tyler, The Creator e, como seria de esperar, é um dos nomeados deste ano para o “Rap Album Of The Year” nos Grammy Awards.
Também Freddie Gibbs e The Alchemist dispensam apresentações. Pesos-pesados do hip hop contemporâneo, mestres a transformar colaborações em clássicos, editaram em Julho deste ano “Alfredo 2”, a aguardada sequela do álbum que lançaram juntos em 2020 e que reafirma a química única entre o liricismo afiado de Gibbs e as produções elegantes e cinematográficas de Alchemist.
Com os Interpol viajamos até Nova Iorque, cidade-berço do ressurgimento do indie rock no início dos anos 2000, movimento encabeçado pela banda liderada por Paul Banks e que teve repercussões que duram até aos dias de hoje. “Turn On The Bright Lights” e “Antics” são dois dos discos mais celebrados dessa era e farão certamente parte da setlist.
Dona de uma voz única, Ravyn Lenae é uma estrela pop em ascensão, responsável por um dos hits do momento — “Love Me Not” —, que colocou o mundo de olhos postos no seu talento. Depois de andar em tour com SZA e Noname, Ravyn estreia-se finalmente em Portugal.
“Let me go on, like a blister in the sun” é o verso que dá início a um refrão que atravessa gerações. Esta melodia solarenga e inocente não deixa ninguém indiferente, e é um dos pontos altos do álbum de estreia homónimo dos Violent Femmes, disco que ajudou a definir o folk rock enquanto género musical. Pilares do rock alternativo norte-americano, a banda de Wisconsin regressa finalmente a Portugal para um concerto de celebração e descontração.
Se acreditarmos que “Obama Era Indie Music” é mesmo uma cena, os Unknown Mortal Orchestra são definitivamente um dos últimos filhos desses anos de ouro. Em 2015 atingiram novos patamares com o lançamento de Multi-Love, casa-mãe dos singles “Multi-Love”, “Necessary Evil” e “Can’t Keep Checking My Phone”.
Melody’s Echo Chamber é outro exemplo de experimentalismo pop no seu estado mais puro. O primeiro álbum, homónimo, abriu caminho para uma carreira que nunca se encostou a lugares-comuns. A Portugal, Melody Prochet traz o novíssimo “Unclouded”, naquele que será o seu primeiro concerto em Portugal em mais de 10 anos.
Tudo o que é bom demora tempo, e os High Vis são prova disso mesmo. Activos desde 2016, a banda britânica está agora a ter o reconhecimento que sempre mereceu. O grupo inglês mistura indie rock, post punk e música de dança, numa sonoridade única que os coloca como uma das propostas mais interessantes da música rock contemporânea.
Do outro lado do oceano, o alt-country está de volta e os Wednesday são uns dos principais responsáveis. Karly Hartzman, frontwoman e principal compositora, cria canções tão bonitas quanto desafiantes, que pintam a contemporaneidade norte-americana com uma lucidez ímpar. “Bleeds”, disco de 2025, é prova disso mesmo e, para a Pitchfork, o melhor álbum rock do ano.
A todos estes nomes juntam-se ainda Mind Enterprises, duo de italo disco; Joshua Idehen, poeta e músico dono de uma voz inconfundível; Panic Shack, garage rock sem espinhas vindo do País de Gales; Pelados, mestres do lo-fi paulista; Tyler Ballgame, músico que desfila entre o funk e a pop com uma energia contagiante; e ainda os projectos portugueses Travo e Raquel Martins.
Mais informações em meokalorama.pt.











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