Estão quase aí os concertos de Samuel Úria nos coliseus, que servem de apresentação ao esmerado “2000 A.D”, disco lançado em 2024. O primeiro, em dia de reflexão das Autárquicas – 11 Outubro -, acontece no Coliseu de Lisboa. A 17 de Outubro será a vez do Coliseu Porto AGEAS receber aquele que muitos chamam o “Elvis da Beira Alta”. Os poucos bilhetes disponíveis, com valores entre 23€ e 35€, estão disponíveis na BOL, Ticketline e locais habituais.
Ficam as devidas apresentações ao programa de sábado.
A melhor proposta para o “Dia de Reflexão” que antecede as eleições autárquicas agendadas para domingo é seguramente uma ida ao Coliseu de Lisboa para assistir ao concerto que Samuel Úria ali realizará na noite de sábado.
A estreia do “Elvis da Beira Alta” em nome próprio no Coliseu de Lisboa (e, na semana seguinte, no do Porto) promete ser a melhor conselheira para a jornada eleitoral do dia seguinte: afinal, Samuel Úria terá como pano de fundo destas apresentações o seu mais recente disco, o aclamado “2000 A.D.”, uma abordagem musical e poética à realidade actual estimulada pela frustração sentida com os sinais de regressão civizacional que a mesma teima em apresentar. Algo característico na obra de Samuel, “food for thought”.
Mas a noite do dia 11 será também festiva e celebratória já que a par de uma viagem pela sua discografia, rodeou-se de amigos e cúmplices que garantem memorabilidade: Gisela João, para quem compôs “Um Dia Depois”, tema que será estreado nos Coliseus; Manuela Azevedo, para a recordação da interpretação em uníssono de “Carga de Ombro” e outros momentos de intimidade com o público; Milhanas, para uma troca de canções entre os dois com “O Mundo” e “Vem por mim”; Margarida Campelo, a voz feminina de “Kuchisabishii” com quem fará uma viagem até ao anos 80 para uma das surpresas da noite; Carol, parceira recente que deu voz no último álbum a “Daqui para trás” e que vem despontando no projecto Asa Cobra; As Velhas Glórias, o velho grupo de Samuel com Tiago Guillul, o pináculo da FlorCaveira, que irá abanar os alicerces do Coliseu com vibrantes interpretações de “Grandiloquência do Roque Enrole” e “Era de Ouro”.
Literalmente a segurarem o elenco da noite, a banda que habitualmente o acompanha em palco e o colectivo vocal “Os 12 Ao Todo” que viram na semana passada ser publicada a canção “Pedra e Cal”, um tema interpretado em parceria e com o qual Samuel Úria pretendeu fixar para a eternidade esta colaboração que dura à década e meia.











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