Artemis, o premiado super-grupo quinteto feminino de jazz, estreia-se em Portugal nos próximos dias, e logo em dose tripla: 4 de Outubro, Angrajazz – Festival Internacional de Jazz de Angra do Heroísmo (bilheteira); 6 de Outubro na Casa da Música, Porto (bilheteira); e a 9 de Outubro no SeixalJazz (bilheteira).
Com o nome em homenagem à deusa grega da caça, Artemis é um poderoso ensemble de instrumentistas virtuosas. Fundado pela pianista e compositora Renee Rosnes, este supergrupo distingue-se não só por reunir artistas de grande singularidade – cada uma com uma notável carreira a solo –, mas também pela riqueza da sua formação global e multigeracional. Ao lado de Rosnes encontramos outras músicas, compositoras e líderes extraordinárias: a trompetista Ingrid Jensen, a saxofonista tenor Nicole Glover, a contrabaixista Noriko Ueda e a baterista Allison Miller.
O trabalho colectivo destas cinco referências do jazz actual provoca momentos musicais inesquecíveis, marcados por uma cumplicidade electrizante e por uma alegria pura. Talentosas e intensas, as Artemis foram reconhecidas pelos leitores da prestigiada revista norte-americana DownBeat como Grupo de Jazz do Ano por duas vezes consecutivas – em 2023 e 2024.
Consigo trazem “Arboresque”, o seu terceiro álbum, editado em Fevereiro pela histórica Blue Note. O disco resulta da maturidade artística do quinteto, apresentando arranjos inspirados e composições originais envolventes, com contribuições de todos os elementos. Num hino ao prazer genuíno da colaboração e da criatividade, a banda explora nesta obra temas ligados à beleza natural e ambiental, como sublinham as peças “Sights Unseen” ou “Olive Branch”. Em Março passado, celebraram o lançamento com uma residência de seis noites no lendário Village Vanguard, em Nova Iorque.
A visão criativa e livre de cada membro de Artemis destaca-se na construção de uma voz colectiva imponente: “O nosso objectivo é fazer música honesta que toque as pessoas. Inspiramo-nos mutuamente e sentimos uma verdadeira paixão por tocar juntas. Toda essa energia positiva transparece no som e acredito que o público consegue senti-la”, explica Renee Rosnes. O colectivo foi também distinguido em 2024 pela Jazz Journalists Association como Mid-Sized Ensemble of the Year.











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