Tem um certo quê de “O Fugitivo”, filme protagonizado pelo enorme Harrisson Ford na pele do Doutor Richard Kimble, um cirurgião de prestígio de Chicago que, após ser acusado de assassinar brutalmente a sua mulher, decide fugir à justiça para provar a sua inocência. Falamos de Monster, série escrita e desenhada por Naoki Urasawa, que tem também um cirurgião – Tenma – em fuga, acusado – nesta fase – de mais do que um crime.
“Monster 5” (Devir, 2025) continua a série em grande estilo, começando por nos servir uma descrição de Johan, confeccionada pelo cego Herr Schwald: “Talvez não seja perceptível a quem não tem visão, mas eu consigo senti-lo! Quando estou na presença de alguém perfeitamente harmonioso, sinto que estou na presença de algo que não pertence a este mundo”.

Segundo um detective contratado por Herr Schwald, foi o próprio Johan que convenceu Fahren a fingir ser o filho desaparecido de Herr Chwald. Porém, quando Karl – o filho verdadeiro – entrou em cena, Johan arranjou forma de se ligar a Karl, acabando por levar Fahren a suicidar-se.
É um volume para coleccionar junto dos quatro já publicados, com narrativas paralelas que mereciam um livro próprio só para si: Lunge continua a sua caçada, e nem de férias desiste de apanhar Tenma; Grimmer surge do nada com o seu altruísmo, um personagem que se prevê ser dado à efemeridade mas ainda assim fundamental, um jornalista freelancer em busca de descobrir o que se passou no orfanato Kinderheim 511, lugar onde o Sr. Petrov levou a cabo as suas experiências; na companhia do puto Dieter, Nina continua em busca de Tenma, que por sua vez procura chegar junto à mãe de Johan para compreender a origem do mal.

Com a acção centrada na cidade de Praga, preparem-se para um tour de force feito de polícias secretas, a ressurreição de elites comunistas, monstros, corrupção policial, mortes por envenenamento e um final que entrega, nas mãos de um polícia bom chamado Suk, as chaves para o próximo volume. Está bem e recomenda-se este Monster!











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