“A Tua Mão na Minha” (Nuvem de Letras, 2025) é uma narrativa de viagens através das estações do ano, centrada no prazer de descobrir o mundo na companhia de alguém de quem gostamos.
“A tua mão na minha é onde deve estar. E, assim, sempre juntos, iremos caminhar”. Nesta viagem, o leitor acompanha duas personagens que, de mãos dadas, descobrem o mundo e atravessam as diferentes estações do ano. Primavera, Verão, Outono e Inverno sucedem-se, transformando a paisagem e criando um ritmo próprio para esta viagem feita de pequenas descobertas, proximidade e afecto. Mais do que uma história sobre a passagem do tempo, este é um livro sobre a importância de estarmos juntos. O gesto de dar a mão, tão simples e tão familiar na infância, ganha uma dimensão simbólica, significando acompanhamento, protecção, partilha, descoberta e crescimento. A narrativa convida a olhar para aquilo que nos rodeia, como a natureza, as mudanças da paisagem, os dias de chuva ou de sol, o frio, a neve, as cores que se transformam e nos ajudam a compreender a beleza e a complexidade do mundo, a importância da partilha.
As estações do ano são um tema recorrente, mas relevante, para que os leitores mais jovens tomem contacto com os ciclos da natureza. Há folhas que nascem e florescem, frutos que amadurecem, folhas que caem e paisagens que adormecem sob o frio. Observar estas mudanças ajuda-os a construir uma primeira noção de tempo, continuidade, transformação e renovação.
Britta Teckentrup dá vida à narrativa, ilustrando páginas visualmente envolventes. As mudanças da natureza tornam-se visíveis através das cores, das texturas, da luz e dos pequenos elementos que vão surgindo ao longo da narrativa. A ilustração não funciona apenas como complemento do texto, é uma espécie de segunda linguagem que permite aos jovens leitores observarem, compararem, anteciparem e descobrirem a beleza da natureza.
Um álbum delicado e sensível sobre a infância, a natureza, a passagem do tempo e, sobretudo, sobre a importância de ter uma mão para segurar enquanto descobrimos o mundo.











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