É uma das séries com o selo Devir que temos acompanhado com grande entusiasmo, sobretudo pela inclusão do elemento da fantasia numa história onde há, a espaços, um confronto e um diálogo interno sobre a finitude, vindo de um ser tocado pela imortalidade.
“Frieren 6” (Devir, 2025) começa por nos transportar para uma geografia prometedor: o Túmulo do Rei Arruinado, localizado nas Terras do Norte. É lá que decorrer a segunda prova do exame de magia, que consiste na conquista da masmorra. Para isso, os participantes terão de chegar à parte mais funda da masmorra.
Dada a dificuldade da tarefa, cada um dos aventureiros leva consigo um golem, que pode ser usado para fugir em caso de perigo iminente, ainda que esteja longe da certificação – segundo a examinadora, “está em fase de testes, mas é seguro o suficiente”.
Em mais uma revisitação ao passado, Frieren recorda as palavras de Himmel, um utópico apaixonado pelas masmorras, naquilo que soa como um mantra para a vida: “Divertir-me numa aventura, entrar em masmorras, derrotar monstros, procurar tesouros e dar por mim a ter salvado o mundo. É esse o tipo de viagem que quero”.
Entre as maiores dificuldades que irão encontrar na descida à masmorra está Spiegel, o amo da masmorra, um monstro lendário que “lê as memórias dos que entram nas masmorras e faz cópia dos sujeitos”, réplicas que não possuem mente mas que, na aparência, se tornam indistinguíveis das originais. Para sobreviverem e conseguirem conquistar a masmorra, terão de fazer algo a que estão pouco habituados: trabalhar em equipa. O final do volume lança já pistas para o próximo, com Frieren a ceder o protagonismo a Fern. Temos série.











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