Depois de “Quentin Por Tarantino” (ler crítica), livro onde Amazing Ameziane inventou uma falsa auto-biografia de um realizador de eleição, a Asa fez chegar às livrarias “Spielberg” (Asa, 2026), álbum de grande formato onde o autor tenta mostrar que Steven Spielberg é muito mais que um “realizador Disney” – como muitas vezes tem sido chamado.
“Vi o Tubarão demasiado cedo”, começa por confessar Amaziane, escrevendo que Spielberg herdou do pai a tecnologia e da mãe as artes. Antes de uma viagem pela extensa filmografia Spielberguiana, recua-se a uma infância/juventude onde era o único judeu na escola, se tinha em “Lawrence da Arábia” a imagem de filme insuperável ou, aproveitando as visitas guiadas, se escondia nas casas de banho, tudo para penetrar nos estúdios de Hollywood onde terá sido, a acreditar nestas páginas, expulso uma certa vez por Hitchcock.

A aposta em Spielberg foi feita por Sid Sheinberg, que acabou por levar à realização de um episódio da série Columbo, bem como ao filme para televisão “Duel”, que acabou por ter estreia nas salas de cinema num circuito reduzido – além de uma distribuição no estrangeiro.
Ao longo desta viagem ilustrada, fala-se da ideia peregrina de filmar no oceano, da importância de John Williams em criar a atmosfera certa – em “Tubarão”, só precisou de duas notas -, dos planos emprestados a Hitchcock, de “Encontros Imediatos de Teceiro Grau” como um filme auto-biográfico de uma criança de 30 anos, de Indiana Jones como uma alternativa a James Bond ou do lema que tomou de emprestado a Martin Scorsese: “Para durarmos nesta profissão, temos de fazer um filme para eles, e um filme para nós”.

Olha-se para “A Lista de Schindler” como uma missão de vida, “Amistad” como “um filme negro sem trocadilhos”, “Terminal de Aeroporto” como a transformação de uma história de sobrevivência em comédia romântica (ou quase), “The Fabelmans” como a auto-biografia que rodou em 55 dias, “Minority Report” como “um policial futurista” ou para “Munique” como um filme feito à pressa.
A fechar, Amazing Ameziane convida Quentin Tarantino para o elogio final de quatro páginas, onde escolhe os pontos altos da filmografia de um dos mais lucrativos realizadores da indústria que, como realizador, considera ter o dever de tornar o espectador mais feliz do que estava antes de entrar na sala escura.











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