“Ataque dos Titãs 5” (Distrito Manga, 2024) começa em modo confessional, partilhando com o leitor o diário de Ilse Langnar, que há muito tempo atrás fez parte da 34ª expedição fora das muralhas, e que, na sua caminhada, esbarrou num titã falante que reagiu mal aos seus gritos – já devem ter adivinhado que a história acaba mal.

Eren, responsável por ter devolvido à humanidade a cidade de Trost, é apesar disso visto como persona non grata, aguardando por um julgamento onde será decidido se é “um demónio que nos levará à destruição” ou “um salvador que trará esperança” – a segunda opção levá-lo-á ao corpo de expedição ou à polícia militar.
O ás de trunfo deste volume é jogado com as experiências em titãs capturados, que não comem, não bebem e não respiram, precisando apenas da luz do sol para manter de pé os seus corpos invulgarmente leves. Uma experiência que procura uma nova aproximação que não parta do ódio, e que acontece ao mesmo tempo de mais um alistamento, onde as probabilidades de sucesso são sempre ínfimas: “Cerca de 50% dos novos soldados morrem durante a sua primeira expedição”.

Como numa Arte da Guerra dedicada aos Titãs, os novos recrutas aprendem todo o tipo de formações, excepto a formação que devem utilizar quando se deparam com um titã anómalo – para este, o manual indica o clássico “foge se puderes” ou, se tiverem coragem para isso, lutar com todas as forças. O final reserva ainda uma dupla surpresa: um humano no corpo de um titã e um amor tão tabu que faz do de Romeu e Julieta uma brincadeira de crianças.











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