É mais um volume de tributo ao cowboy que dispara mais rápido que a própria sombra, e que se vem juntar aos volumes “O Homem que Matou Lucky Luke” (ler crítica), “Lucky Luke Muda de Sela” (ler crítica), “Procura-se Lucky Luke” (ler crítica), “Jolly Jumper Já Não Responde” (ler crítica), “Os Choco-Boys” (ler crítica) e “Os Indomados”, todos publicados pela editora A Seita.

Escrito por Appollo e desenhado por Brüno, “Lucky Luke: Dakota 1880” (A Seita, 2025) reúne sete histórias passadas na juventude de Luke, histórias que têm entre si um elo comum: Baldwin Chenier, o narrador que, a fazermos fé no posfácio, terá sido a grande inspiração deste álbum, posfácio no qual se apresenta também Lucky Luke como uma personagem de carne e osso – o melhor mesmo será comprarem o livro e julgarem por vocês mesmos.

Nestes sete breves contos, acompanhamos um mestre-escola na neve, recuamos ao pós-guerra e à promessa do General Sherman de que “todos os novos libertos teriam direito a 40 acres e uma mula”, assistimos ao encontro de Luke com a jovem Annie Oakley – que entra em cena após um julgamento viciado -, aprendemos a velha máxima das raparigas de poucas posses seguidoras dos Classificados – “Quando se é uma rapariga pobre, mais vale casar, se queremos safar-nos” -, vemos um reencontro entre velhos amigos desavindos que resulta num quase provérbio literário – “Escrever é um trabalho mais perigoso do que se pensa, mas também te pode salvar a vida” -, abraçamos a causa feminista de “limpar a cidade de bestas que batem nas raparigas” e, a fechar, somos apresentados a Curly Wilcok, exímio fotógrafo, fala-barato e um liberal sem escrúpulos. Os desenhos e a arrumação das vinhetas têm o embalo de um clássico de Sergio Leone, mas é pelo uso das cores que este “Dakota 1880” recebe uma estrela de xerife.











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