A Seita continua a sua missão de serviço público com sotaque italiano, publicando, na Colecção Aleph, os álbuns dedicados a Dylan Dog, o investigador do paranormal, personagem criada por Tiziano Sclavi. “Dylan Dog: Picada Mortal” (A Seita, 2023) é já o 11º álbum publicado.
“A cobra das Filipinas, Naja Philippinensis, é uma serpente da família dos elapídeos, uma das mais letais do mundo. A sua picada provoca dor de cabeça, náuseas, vómitos, dores abdominais, diarreia, vertigens e insuficiências respiratórias graves. Em alguns casos, a morte pode ocorrer em \apenas trinta minutos após a picada. Mas aqui não estamos nas Filipinas, estamos no Reino Unido em Southheaven.”

É neste espírito Nation Geographic que tem início este volume, onde a cobra das Filipinas se vê substituída pelo River Man, assassino que prefere os cursos de água para abandonar as suas vítimas, todas elas prostitutas.
Segundo Tiffany, a muito sarcástica narradora – também ela prostituta – que na adolescência teve um crush tremendo por Dylan, trata-se de alguém sem cheiro, rosto ou forma. A partir deste encontro, Dylan irá investigar a morte do grupo destas mulheres, enquanto mergulha nas memórias distantes de um passado que reserva ao leitor alguma comoção.

A forma como Francesco Ripoli retrata o passado, num lápis pouco carregado, encaixa na perfeição a esta narrativa feita de avanços e recuos, sendo o presente servido num lápis carregado, no qual o ar aparentemente inacabado ajuda a dar corpo a esta caça ao assassino. Francesco Ripoli que, segundo nota da editora, teve a amabilidade de partilhar alguns dos seus esboços e estudos para o livro, que podem ser apreciados nas páginas finais.











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