No ano em que Mário Zambujal completa 90 anos de vida e mais de 45 anos de carreira literária, o Clube do Autor lança a edição comemorativa de três dos seus mais emblemáticos livros: “Crónica dos Bons Malandros”, “Dama de Espadas” e “Cafuné”.

“Crónica dos Bons Malandros”, clássico do autor que foi adaptado ao cinema e que conta com prefácio de Gonçalo M. Tavares, conta-nos a história de um assalto à Gulbenkian, à mão desarmada. Um golpe de audácia como nunca se viu, nem aqui nem em parte nenhuma.
Em “Dama de espadas”, prefaciado por Rita Ferro, Mário Zambujal dá-nos a conhecer um romance entrecortado por episódios imprevisíveis, que enlaçam mistério e comicidade. Só nas últimas páginas conheceremos o desfecho de uma história fértil de surpresas.
Já “Cafuné”, com prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa, centra-se na figura de Rodrigo Favinhas Mendes, que não resiste aos encantos femininos e que se torna amigo de um ex-frade, que acaba por ser o seu conselheiro e zelador espiritual. É que Rodrigo tem um coração gigante onde cabem muitas mulheres bonitas, dispostas a um carinho que ele é incapaz de recusar.

«A síntese divertida de uma tragédia. Não se trata da queda de quem quis subir, mas bem pior do que isso: a queda de quem quis descer (da malandragem para o crime a sério). Eis uma síntese possível, mas há muitas outras. Por exemplo, esta: um livro divertido, rápido, que nos lembra que também já fomos novos (e isso é bondade e maldade ao mesmo tempo).»
Gonçalo M. Tavares in Prefácio de Crónica dos Bons Malandros

«Mário Zambujal, o cronista de um tempo síntese de muitos tempos. Com heróis, anti-heróis, heróis mesmo. Com pormenores que são a raiz ou brotam da raiz das coisas. Com humor à solta. Humor sincero, mesmo que amargo. Crítico. Crítico de tipos. De estilos. De injustiças pessoais. E, sobretudo, sociais. (…) No entanto, sempre ao serviço de uma livre, independente, mas solidária e exigente alegria de viver.»
Marcelo Rebelo de Sousa in Prefácio de Cafuné

«Chegou a hora de o apresentar às novas gerações como dever civilizador de uma comunidade, dando testemunho de quem, neste país subjugado durante tantos anos, entreviu alguma luz na noite dos tempos, abrindo caminho aos vindouros. Fiquem, pois, com Dama de Espadas – Crónica dos Loucos Amantes, onde o humor e a intemporalidade a que Zambujal já nos habituara em livros anteriores estão delirantemente presentes num romance de amor atrevido, passado na adolescência, que torna rivais duas irmãs: Eva Teresa e Rosália.»
Rita Ferro in Prefácio de Dama de Espadas
Biografia
Mário Zambujal estreou-se na literatura em 1980 com a “Crónica dos Bons Malandros”, um livro que tem cativado sucessivas gerações de leitores e que foi adaptado ao cinema por Fernando Lopes e a uma série de televisão realizada por Jorge Paixão da Costa. Seguiram-se “Histórias do Fim da Rua” e “À Noite Logo se Vê”. Após um interregno em que produziu textos para televisão, teatro e rádio, regressou aos livros com “Fora de Mão” (uma colectânea de contos e crónicas), “Primeiro as Senhoras”, “Uma Noite Não São Dias”, “Dama de Espadas”, “Longe é um Bom Lugar”, “Cafuné”, “O Diário Oculto de Nora Rute”, “Serpentina”, “Talismã”, “Romão e Juliana”, “Já Não se Escrevem Cartas de Amor”, “Então, Boa Noite”, “Rodopio”, “Fabíolo”, “Pirueta” e O último a Sair”. Foi presidente da direcção do Clube de Jornalistas, passou pelos ecrãs da televisão e por vários jornais, como redactor de A Bola e O Jornal, sub-chefe de redacção do Diário de Lisboa, chefe de redacção de O Século e do Diário de Notícias, director-adjunto do Record, director do Mundo Desportivo e dos semanários Se7e e Tal & Qual. Recebeu o Prémio Gazeta de Mérito, atribuído pelo Clube de Jornalistas, em reconhecimento pela sua carreira.











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