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Mission: Impossible – Dead Reckoning (Part One), Deus Me Livro, Crítica, Tom Cruise, Christopher McQuarrie, Missão Impossível, Ajuste de Contas
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“Mission: Impossible – Dead Reckoning (Part One)” | Christopher McQuarrie

Por Pedro Soares · Em 07/09/2023

Tom Cruise está, para o cinema, assim como Mick Jagger está para a música – o franchise Missão: Impossível são os seus Rolling Stones. Ou seja, tal como os Stones continuam a rockar aos 80 anos como se a idade não passasse por eles, Tom Cruise continua a fazer filmes de acção onde dispensa duplos e CGI, colocando o seu próprio corpo à prova. Missão: Impossível é o seu parque de diversões, e Cruise continua a contrariar todos aqueles que adivinham que o filme anterior foi o último (pelo menos consigo como protagonista). Este “Mission: Impossible – Dead Reckoning (Part One)” é o sétimo(!) da série e, tendo em conta que é apenas a parte 1 de 2, significa que já há um oitavo preparado e pronto a estrear no próximo ano.

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Neste tomo, a grande atracção é a cena em que Cruise salta com uma moto de uma montanha e cai de pára-quedas. É um momento incrível para um tipo de 60 anos, sem particular treino para tal, além das semanas intensivas que passou a preparar-se para a cena. Num mundo cada vez mais digital, em que os actores representam cada vez mais em fundos verdes e as acrobacias são todas virtuais, “Missão: Impossível – Ajuste de Contas I” – título português – continua a fazer valer a experiência cinematográfica.

https://www.youtube.com/watch?v=WWDgIkTDuOc

Além disso, Tom Cruise continua a utilizar a série a seu bel-prazer, como veículo para afagar o seu próprio ego. Enquanto que, na(s) série(s) de televisão, a Força Missão: Impossível era uma equipa de agentes secretos e especiais, no cinema rapidamente se tornou em Tom Cruise e amigos – e nunca tanto como em “Missão: Impossível – Ajuste de Contas I” Tim Cruise foi tão messiânico; ou crístico, porque salvador que é salvador tem que sofrer. Neste episódio, o grande vilão é uma entidade senciente de inteligência artificial extremamente poderosa. O que significa que, quem a controlar, controlará o mundo. Todos(!) os países do mundo a tentam obter, mas Tom Cruise decide contrariar as ordens do seu próprio governo para a encontrar sozinho e destruí-la, uma vez que ninguém é puro de intenções o suficiente para a gerir. Tom Cruise é, não só, o salvador do mundo, como o grande baluarte da moral e da ética.

Tudo isto é embrulhado no habitual thriller de espionagem, que é ainda mais musculado que o episódio anterior (da mesma forma que “Missão: Impossível – Fallout” já era mais musculado que “Missão: Impossível – Nação Secreta”). Isso significa que há cada vez menos cenas com máscaras (numa delas a máquina até avaria e nem sequer há máscara), uma das imagens de marca da(s) série(s) televisiva(s), e mais e maiores cenas de acção, explosões, tiroteios e bodycount. Há uma perseguição automóvel impecável, nas ruas de Roma, que entra para o panteão das perseguições automóveis do cinema; há uma cena de pancadaria de Tom Cruise contra Pom Klementieff, e mais um capanga numa viela estreitinha de Veneza que não nos deixa respirar; e há todo um climax no topo de um comboio a atravessar os Alpes, cena clássica do cinema de acção norte-americano. Ah, claro, e há a habitual cena de Tom Cruise a correr…

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O argumento, por vezes demasiado descritivo, é montado numa lógica de enviar o herói à volta do mundo em cenas cada vez maiores, mais perigosas e mais de cortar o fôlego, algo que James Bond patenteou e passou a ser copiado em todos os thrillers de espionagem derivados. No entanto, Christopher McQuarrie fá-lo de forma despachada, provando pela terceira vez (já para não falar de Jack Reacher) que o cinema de acção pode ser action driven e, mesmo assim, ser interessante e apelativo.

“Missão: Impossível – Ajuste de Contas I” tem quase três horas, sendo o mais longo dos sete até há data (e é apenas a primeira parte de duas), e isso torna-o um pouco mais enfadonho do que os antecessores. Mesmo assim, McQuarrie consegue aguentar os cavalos e levar o seu barco a bom porto, indo repescar Vanessa Kirby, Frederick Schmidt e Rebecca Fergunson a episódios anteriores (e até Henry Czerny ao primeiro “Missão: Impossível”, lembram-se?), para manter um fio reconhecível com a série. Introduz também Hayley Atwell, que pode muito bem vir a ser a sucessora de Tom Cruise quando este se reformar, conseguindo terminar deixando-nos com vontade de ver a parte 2. Quantos blockbusters conseguem tudo isto e ainda chegar ao McChicken?

Publicado originalmente em Royale With Cheese

Ajuste de ContasChristopher McQuarrieCríticaDeus Me LivroMissão ImpossívelMission: Impossible – Dead Reckoning (Part One)Tom Cruise

Pedro Soares

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