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Pedro Miguel Silva

Todos os textos em Pedro Miguel Silva

  • Jameson Urban Routes, Deus Me Livro, Lonnie Holley
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    Passatempo Lonnie Holley

    O Deus Me Livro tem para oferecer, em parceria com o Musicbox, três entradas duplas para o concerto de Lonnie Holley, que terá lugar no próximo dia 29 ...

    Em 13/10/2016 / Por Pedro Miguel Silva
  • Os figos são para quem passa, João Gomes de Abreu, Planeta Tangerina, Deus Me Livro, Bernardo P. Carvalho
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    “Os figos são para quem passa” | João Gomes de Abreu e Bernardo P. Carvalho

    No princípio era o verbo, diz-se sobre o começo do mundo, mas em “Os figos são para quem passa” (Planeta Tangerina, 2016) há algo mais sobre o princípio ...

    Em 13/10/2016 / Por Pedro Miguel Silva
  • Não é certo que Anna Meredith descenda da linhagem do Capitão Nemo, essa figura maior da literatura fantástica criada por Jules Verne, mas a verdade é que a sua entrada no Pequeno Auditório do CCB foi feita a bordo do Nautilus, um robusto e metalizado submarino que é, também, a faixa de abertura do recomendadíssimo "Varmints", uma das mais entusiasmantes rodelas editadas no ano da graça de 2016. Por falar em água e piscando o olho a outro fenómeno da história marítima, não seria difícil imaginar o Titanic a ir ao fundo, enquanto o navio ficava entregue a Anna Meredith e restante rapaziada, submersos na vida de uma orquestra feita de bateria, tuba, violoncelo, teclados, percussão e um tímido mas irrequieto metalofone. Isto enquanto, num ecrã de fundo, criaturas marítimas iam torcendo os olhos e abanando as caudas. Para quem estava à espera de alguma formalidade, isto por Anna Meredith se ter licenciado em música pela Universidade de York, completado o Mestrado em Música na área da composição pela Royal College of Music ou de ter sido Compositora Residente para a BBC Scottish Symphony Orchestra, o cenário foi de pura festa, tendo Maredith juntado, à alegria de estar em palco e ao constante abanar do corpo, o certificado humor inglês. A viagem musical fez-se à volta de "Varmints", ainda que mais para a frente tivéssemos sido brindados com uma cover - que mais parecia um tema original, tal não foi a volta dada - de "A Little Respect", dos Erasure, uma reinvenção de todo o tamanho. Momentos altos não faltaram: em "Taken", um coro afinado prepara o caminho para uma sessão de martelo - ou percussão - até ao infinito e mais além; "Aqui é onde eu pego no clarinete, é muito excitante", diz Meredith antes de se atirar a "R-Type". E como classificar uma música destas, onde há um coice de bateria, uma guitarra que perdeu os travões numa descida sem fim à vista e um triunvirato insano constituído por um clarinete, uma tuba e um violoncelo? Música de dança? Rock sinfónico? Free jazz? "Estou muito contente por estar aqui porque me deram uma bateria formidável, acho que vou ficar com ela". Meredith aproveitava cada pausa para se dirigir ao público, apresentando "Something Helpful" como a despedida portuguesa do Verão - "Sei que a chuva vem aí, desculpem". Um tema cantado a três vozes que, mais do que o adeus ao Verão, parecia querer anunciar a chegada precoce do Natal. Até quando veste a pele de vendedora, que isto da música é muito bonito mas há-que ter comida na mesa mas também no frigorífico e na dispensa, a miúda tem estilo: "It's your civil duty to come and buy my crap", referindo-se às muitas T-shirts que aguardavam lá fora por novos donos. Antes do concerto e num momento informal - não se preocupem, não vamos ter aqui um momento à António José Saraiva -, João Castro, da Nariz Entupido - Associação Cultural que trouxe Meredith a Portugal numa parceria com o CCB -, disse-nos que a grande aposta da promotora era a de tentar buscar a diferença, independentemente do género musical. Algo que foi cumprido na plenitude com Anna Meredith, um vaporoso caldeirão musical que merecia um auditório mais bem composto. Próximos concertos Nariz Entupido: 9 Novembro | Xenia Rubinos > Sabotage 16 Novembro | Julia Kent | Joana Guerra > Igreja dos Ingleses 20 Novembro | Heather Woods Broderick > Igreja dos Ingleses
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    Anna Meredith @ CCB (10/10/2016)

    Não é certo que Anna Meredith descenda da linhagem do Capitão Nemo, essa figura maior da literatura fantástica criada por Jules Verne, mas a verdade é que a ...

    Em 12/10/2016 / Por Pedro Miguel Silva
  • First Breath After Coma, Disco, Omnichord Records, Deus Me Livro, Drifted
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    First Breath After Coma | “Drifted”

    Em 2008, os Spiritualized lançaram “Songs In A&E”, disco inspirado na experiência quase terminal de Jason Pierce que, três anos antes, havia sido hospitalizado com uma dupla pneumonia, ...

    Em 12/10/2016 / Por Pedro Miguel Silva
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    “Conta-quilómetros” | Madalena Matoso

    Vestindo a pele de uma Michèle Mouton ao volante da ilustração, Madalena Matoso – que curiosamente partilha as iniciais da francesa – coloca o “Conta-Quilómetros” (Planeta Tangerina, 2016) ...

    Em 12/10/2016 / Por Pedro Miguel Silva
  • Jameson Urban Routes, Deus Me Livro, Lonnie Holley
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    Jameson Urban Routes: Lonnie Holley – ao pé dele a ficção é uma menina de fraldas

    A história e o debate têm barbas, ainda que, cada vez mais, o cenário pareça claro como a aguardente: será a realidade mais inventiva do que o artifício ...

    Em 12/10/2016 / Por Pedro Miguel Silva
  • O dia em que os lápis voltaram a casa, Drew Daywalt, Orfeu Negro, Deus Me Livro, Oliver Jeffers
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    “O dia em que os lápis voltaram a casa” | Drew Daywalt e Oliver Jeffers

    Oliver Jeffers está de regresso à Orfeu Negro – aqui acompanhado pela história de Drew Daywalt – e, com ele, regressam também Duarte e os seus irrequietos lápis ...

    Em 10/10/2016 / Por Pedro Miguel Silva
  • Noiserv, Crítica, Deus Me Livro, 00:00:00:00
    Música Com Cabeça 0

    Noiserv | “00:00:00:00”

    Em 1974, o francês Philippe Petit, então com 24 anos, entrou para os manuais de História ao caminhar ilegalmente sobre um cabo estendido entre as Torres Gémeas, tendo ...

    Em 10/10/2016 / Por Pedro Miguel Silva
  • Diz o povo, mostrando uma centelha do espírito defensivo que fez da Grécia uma improvável campeã europeia, que não se devem dar passos maiores do que aqueles permitidos pelas pernas de cada um. Pois bem, no que toca ao autor de "Those who throw objects at the crocodiles will be asked to retrieve them", as pernas deram lugar a Pernadas com o comprimento de andas, permitindo criar uma música que é, toda ela, resultado da ambição de dar vida a uma orquestra que habita no lugar do cérebro, fazendo deste - e no caso muito particular de Bruno Pernadas - uma sala de ensaios aberta 24 horas por dia. Nesta nova rodela, editada em simultâneo com uma outra chamada "Worst Summer Ever", Bruno Pernadas leva a sua visão musical a um nível acima do anterior "How Can We Be Joyfull In a World Full of Knowledge?", num disco que é claramente mais pop, com faixas mais curtas e, musicalmente, mais propício à festa. Logo em "Spaceway 70", a faixa de abertura que ecoa após a leitura de um pequeno poema, se toma contacto com o fascinante e expansivo universo de Bruno Pernadas. Ouve-se um motor de arranque que poderia ter servido como uma luva à banda de Jim Morrisson, chega-se à frente um jazz com o perfume de picanha grelhada e o espírito de uma big band, enquanto se bebem cocktails a bordo de um barco do amor vendo os crocodilos a deslizar sorrateiramente nas águas. Neste novo trabalho, Bruno Pernadas veste a pele de um Phileas Fogg e cruza grande parte do planeta, revisitando o achamento do Brasil, apanhando uma boleia através do caminho marítimo para a Índia ou descansando num bar americano com uma densa cortina de fumo. Em "Galaxy", por exemplo, é tempo de os sopros se chegarem (ainda mais) à frente, empurrados por um coro sempre afinado e uma bateria que parece estar em modo slide, convergindo para um buraco negro onde se mergulha para se sair numa paragem do outro lado da galáxia. Em "Ya Ya Breathe" assentamos pés no território de eleição de Pernadas, um tema que se estende para lá da dúzia de minutos: pop que faz a ponte entre uma Índia revolveriana - do legado Beatlenesco - e uma vertigem em formato spoken word, e que poderia bem ter sido arrancada a um disco de hip hop. "Lachrymose", a canção que fecha o disco, é pop cristalina, de uma beleza tal que seria capaz de adormecer crocodilos. Após se ter passeado por projectos como When We Left Paris, Julie & The Carjackers ou Suzie’s Velvet, Bruno Pernadas encontrou finalmente a praia onde se sente, sorte a nossa, como crocodilo na água.
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    Bruno Pernadas | “Those who throw objects at the crocodiles will be asked to retrieve them”

    Diz o povo, mostrando uma centelha do espírito defensivo que fez da Grécia uma improvável campeã europeia, que não se devem dar passos maiores do que aqueles permitidos ...

    Em 10/10/2016 / Por Pedro Miguel Silva
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    Tirar NABOs da púcara em edição limitada

    Após dois anos de silêncio, a NABO – Núcleo Apático das Brigadas do Ócio – volta às edições com “O Fim da Noite”, uma edição limitada de 100 ...

    Em 06/10/2016 / Por Pedro Miguel Silva
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