No próximo dia 6 de Junho, Lisboa volta a acolher a Noite da Literatura Europeia. A festa literária irá realizar-se das 19h às 23h30, em diferentes espaços da zona da Avenida da Liberdade e do Marquês de Pombal.
Este ano, o percurso pela literatura europeia contemporânea atravessa géneros, geografias e memórias de autores de 14 países – Áustria, Bélgica, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Luxemburgo, Polónia, Portugal, Reino Unido e Roménia -, através de leituras encenadas por actores e criadores nacionais que dão voz e vida a esta viagem literária.

Alguns autores vão marcar presença na Noite da Literatura Europeia em Lisboa, nomeadamente Layla Martínez (Espanha), Maria Grazia Calandrone (Itália), Ian de Toffoli (Luxemburgo), Adam Fyda (Polónia), João Luís Barreto Guimarães (Portugal), Kerry Barrett (Reino Unido) e Radu Vancu (Roménia).
Da Áustria chega-nos “A Capital”, de Robert Menasse, Prémio do Livro Alemão, onde a Europa se revela nos bastidores de Bruxelas, entre ironia política e destinos cruzados, numa leitura de Maria Ana Filipe apresentada no espaço atmosfera m.
A Bélgica apresenta “Eu Que Não Conheci os Homens”, de Jacqueline Harpman, distinguida com o Prémio Orlanda, uma parábola sobre a humanidade depois do desaparecimento do mundo que a sustentava, com leitura de Maria d’Oliveira, na Biblioteca Arquitecto Cosmelli Sant’Anna.

Espanha revela “Caruncho”, de Layla Martínez, um retrato sombrio da memória familiar e da violência histórica inscrita no espaço rural espanhol, com leitura de Catarina Marques Lima, no Instituto Cervantes – Sala de Exposições.
Da Estónia chega “Não espere nada”, de Indrek Koff, autor premiado com o Prémio J. H. Erkko, numa reflexão íntima sobre infância, memória e apagamento histórico, com leitura de Jorge Mourato, na Sociedade Nacional de Belas Artes – Galeria de Arte Moderna.
A Finlândia apresenta “A Existência da Vida”, de Iida Turpeinen, também distinguida com o Prémio J. H. Erkko, onde ciência e narrativa se entrelaçam na descoberta e na perda do mundo natural, com leitura de Amélia Caldas, também na Sociedade Nacional de Belas Artes, agora na Galeria Pintor Fernando de Azevedo.
França regressa com “A tua promessa”, de Camille Laurens, vencedora do Prémio Femina, um romance onde o amor se revela território de sedução, poder e ilusão, com leitura de Emmanuelle Jonvel, na Sala Rank do Cinema São Jorge.
A Grécia traz-nos “O Gene da Dúvida”, de Nikos Panayotopoulos, autor premiado em Salónica pelo seu trabalho no cinema, num texto onde a criação artística é posta em crise pela ciência e pela suspeita, com leitura de Henrique Gomes, no Foyer do Cinema São Jorge.
Da Hungria chega “O Tango de Satanás”, de László Krasznahorkai, Prémio Nobel da Literatura 2025 e Prémio Man Booker Internacional, uma obra visionária sobre o colapso e a desagregação de uma comunidade rural, com leitura de Virág Dér-Boldog, no Instituto da Vinha e do Vinho – Sala dos Embaixadores.

Itália apresenta a obra “Escrito com sangue na água”, de Maria Grazia Calandrone, finalista do Prémio Strega, onde uma história biográfica de amor e tragédia se transforma em literatura de memória e identidade, com leitura de Rita Brütt, na Eleventy Milano.
O Luxemburgo propõe “Léa ou a teoria dos sistemas complexos”, do dramaturgo e académico De Toffoli, num cruzamento entre activismo climático e estruturas económicas contemporâneas, com leitura de Carolina David, no pátio da Universidade Autónoma de Lisboa.
A Polónia apresenta “Lunáticos”, de Adam Fyda e Marek Ospalski, uma reinterpretação contemporânea da exploração lunar entre ficção científica e reflexão filosófica, com leitura de Cláudio Henriques, no Museu Medeiros e Almeida – Sala do Lago.
“Mediterrâneo”, de João Luís Barreto Guimarães, Prémio Pessoa 2022, é a obra que Portugal apresenta este ano, um livro de poesia onde viagem, cultura e memória se transformam em mapa interior, com leitura de Manuel Wiborg, na Sala de Exposições do Camões, I.P..
Do Reino Unido chega “A Livraria dos Segredos”, de Kerry Barrett, num romance que cruza espionagem e livros na Lisboa da Segunda Guerra Mundial, com leitura de Ulisses Ceia e Mariana Pinheiro, no Instituto da Vinha e do Vinho – Sala da Presidência.

Da Roménia apresenta-se “Kaddish”, de Radu Vancu, poeta e ensaísta premiado internacionalmente, numa obra que convoca a poesia como forma de memória e resistência perante o horror histórico, com leitura de Nuno Pinheiro, no Instituto Cervantes —Biblioteca Gonzalo Torrente Ballester.
A Noite da Literatura Europeia 2026 é uma iniciativa da EUNIC Portugal, rede que reúne institutos culturais e embaixadas de países da União Europeia, organizada em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, a EGEAC/Lisboa Cultura, a Rede de Bibliotecas de Lisboa (BLX), a Representação da Comissão Europeia em Portugal, a Europa Criativa, a Associação Avenida, a Junta de Freguesia de Santo António, o Plano Nacional de Leitura, a Majestil, o El Corte Inglés e a APPEL.
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Foto de destaque: Carlos Porfírio











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